Agentes de saúde britânicos iniciarão teste de hidroxicloroquina contra Covid-19


O objetivo do teste é descobrir se os medicamentos podem evitar a Covid-19


PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN BRASIL

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15/05/2020 REUTERS/Yves Herman

Profissionais de saúde do Reino Unido vão participar de um teste internacional de dois remédios antimalária liderado pela Universidade de Oxford nesta quinta-feira (21).

 

O objetivo do teste é descobrir se os medicamentos podem evitar a Covid-19.

 

O estudo “Copcov” envolverá mais de 40 mil profissionais de saúde da linha de frente da Europa, África, Ásia e América do Sul para determinar se a cloroquina e a hidroxicloroquina são eficazes na prevenção do novo coronavírus.

 

A demanda por hidroxicloroquina disparou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu o seu uso no começo de abril. No início desta semana, o líder norte-americano disse que está tomando o remédio como medicação preventiva contra o vírus, apesar dos alertas médicos a respeito dos efeitos colaterais.

 

O teste liderado pela Universidade de Oxford com apoio da Unidade de Pesquisa de Medicina Tropical de Oxford de Mahidol (Moru), em Bangcoc, será aberto a participantes britânicos em instalações hospitalares de Brighton e Oxford e envolve aqueles que estão em contato próximo com pacientes comprovados ou suspeitos de Covid-19.

 

“Nós realmente não sabemos se a cloroquina ou a hidroxicloroquina é benéfica ou maléfica contra a Covid-19”, afirma o professor da Universidade de Oxford e coinvestigador principal do estudo, Nicholas White, que trabalha no Moru.

 

“A melhor maneira de descobrir se [os medicamentos] são eficientes na prevenção da Covid-19 é um teste clínico aleatório”, diz.

 

A equipe do Copcov disse que indícios de laboratório mostraram que remédios antimalária podem ser eficazes na prevenção ou no tratamento da Covid-19, mas que não existe prova conclusiva.

 

As agências reguladoras dos Estados Unidos autorizaram o uso emergencial de hidroxicloroquina para pacientes com coronavírus, mas a Agência de Alimentos e Remédios (FDA, na sigla em inglês) do país alertou para seu uso em pacientes de Covid-19 fora dos testes hospitalares ou clínicos, devido ao risco de problemas graves de arritmia cardíaca.

 

“Estes testes nos darão a melhor compreensão do quão seguros e eficientes estes remédios podem ser em populações e faixas etárias diferentes”, explicou Nick Cammack, do Wellcome Trust, uma instituição de caridade médica britânica que está ajudando a financiar o teste.

 

“Se, e somente se, eles forem eficientes, estes remédios podem ser produzidos em grande escala e distribuídos rapidamente ao redor do mundo”, analisa.

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