Doleiro é ouvido em reunião fechada na AL/MT, mas, reafirma acusações contra Mendonça e Joesley


Lúcio Funaro afirma que Fernando Mendonça seria operador de ‘esquemas’ ilegais no estado, como sonegação de ICMS em troca de pagamento de propina a políticos


PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM AL/MT

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Foto: AL/MT

Inobstante toda a expectativa gerada em relação ao depoimento do doleiro Lúcio Bolonha Funaro à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a suspeita de sonegação de impostos e renúncias fiscais indevidas em Mato Grosso, a oitiva foi realizada em reunião fechada.

 

A sessão, que inicialmente seria aberta, ocorreu a portas fechadas na sala do Colégio de Líderes, na presidência da Assembleia.

 

A decisão foi tomada pela maioria dos membros da comissão – votaram pela oitiva em reunião secreta a deputada Janaína Riva (MDB), acompanhada pelos pares Dilmar Dal Bosco (DEM) e Ondanir Bortolini “Nininho” (PSD). Santos foi voto vencido.

 

O doleiro foi convidado pela CPI que investiga suspeita de sonegação de impostos e renúncia fiscal em Mato Grosso após relatar na CPI do BNDES, na Câmara dos Deputados, em Brasíla, que o empresário Joesley Batista, dono da JBS, poupou o primo dele, o empresário Fernando Mendonça, na delação premiada firmada com a Procuradoria Geral da República.

 

Segundo Funaro, Fernando Mendonça, além de primo de Joesley Batista, também seria operador dele em esquemas ilegais no estado, como sonegação de ICMS em troca de pagamento de propina a políticos de Mato Grosso.

 

Também alvo da já célebre “Operação Lava Jato”, Funaro declarou em depoimento no dia 28 de agosto à CPI do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na Câmara dos Deputados que o empresário Joesley Batista do grupo empresarial J&F omitiu declarações em sua colaboração premiada firmada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas à fraude de pagamentos do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias em Serviços (ICMS).

 

A fraude estaria vinculada ao pagamento de propina a agentes políticos para favorecimento indevido ao empresário várzea-grandense Fernando Mendonça e  que seria responsável pelas articulações que viriam a favorecer o grupo J&F.

 

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