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Grupo de mercenários Wagner, que apoia a Rússia, diz ter tomado a cidade de Bakhmut, na Ucrânia

Kiev afirmou que continua combatendo no local, mas classificou a situação como 'crítica'

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM G1 20/05/2023

O chefe do grupo paramilitar russo Wagner, Yevgeny Prigozhin, disse neste sábado (20) ter tomado por completo a cidade ucraniana de Bakhmut, cenário da batalha mais longa e sangrenta da ofensiva da Rússia.

Kiev, por sua vez, garantiu que continua combatendo no local, mas reconheceu que a situação é "crítica".

Se confirmada, a captura de Bakhmut representaria uma vitória para Moscou após vários contratempos. Também se daria antes de uma contraofensiva que a Ucrânia afirma estar preparando há meses.

O anúncio de Yevgeny Prigozhin também coincidiu com a visita do presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, a Hiroshima, no Japão, para a cúpula do G7, onde busca uma maior pressão da comunidade internacional sobre Moscou.

No vídeo, ele aparece diante de dois homens armados que balançam uma bandeira russa, cercados por edifícios em ruínas.

"A operação para tomar Bakhmut durou 224 dias [...] Aqui só estava o [Grupo] Wagner" e nenhuma das tropas oficiais do exército russo, acrescentou Prigozhin, que está em conflito aberto com alto comando militar russo há meses.

O conselheiro da Presidência ucraniana, Mykhailo Podoliak, afirmou pela TV que "Bakhmut será libertada, assim como todos os demais territórios da Ucrânia".

Segundo Prigozhin, o Grupo Wagner vai retirar seus membros da cidade a partir de 25 de maio e deixará a defesa do município a cargo do exército russo, permanecendo à sua disposição de Moscou para futuras operações.