Mundo
Grupo Wagner não lutará mais na Ucrânia, diz agência estatal da Rússia
Líder do grupo mercenário se recusou a assinar um contrato para anexar suas forças ao Ministério da Defesa russo
O grupo mercenário Wagner não lutará mais na Ucrânia, informou a agência de notícias estatal russa TASS nesta quinta-feira (29). A decisão foi tomada após o chefe da organização, Yevgeny Prigozhin, negar a assinatura de um contrato proposto pelo governo russo.
O acordo anexaria as forças do Wagner com o Ministério da Defesa da Rússia. Por consequência, o grupo deixará de ser financiado pelo Kremlin.
No último sábado, membros do Grupo Wagner iniciaram uma rebelião contra parte do governo russo e iniciaram um movimento de dominar cidades do sul do país e marchar até Moscou.
A revolta foi encerrada na noite do mesmo dia com base em um acordo firmado pelo Kremlin e o líder do Grupo Wagner, Prigozhin.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/u/K/q9ZxkhR4WiNSBijG4G2A/2023-06-21t100553z-1723182241-rc27a0aoci7o-rtrmadp-3-france-africa.jpg)
Imagem de arquivo de 8 de abril de 2023 mostra Yevgeny Prigozhin após funeral de blogueiro militar russo Maxim Fomin — Foto: Yulia Morozova/REUTERS
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/5/J/jTkCxeTrejGhldrouE3g/2023-06-24t212351z-1567913976-rc2wp1a5jb7n-rtrmadp-3-ukraine-crisis-russia-1-.jpg)
Yevgeny Prigozhin, chefe do grupo Wagner, após anunciar o fim do motim contra os militares russos — Foto: Alexander Ermochenko/Reuters
Os pontos combinados foram:
- Que Prigozhin irá se exilar em Belarus, país aliado de Moscou, e deixar o front na Ucrânia e em São Petersburgo, sua cidade natal.
- Que nenhum outro membro do grupo Wagner que participou da rebelião será perseguido criminalmente.
- Que os mercenários que não aderiram à revolta serão integrados ao Ministério da Defesa russo.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2023/1/1/7pF7Z3SmSRSD0SyijCyQ/06b46dc0-13aa-11ee-816c-eb33efffe2a0.jpg)
Membros do Grupo Wagner chegaram a Rostov-on-Don na madrugada de sábado e recuaram após acordo — Foto: Reuters
"Como se sabe, alguns dias antes da tentativa de motim, o Ministério da Defesa disse que todas as formações que executam tarefas de combate devem assinar contratos com o Ministério da Defesa", disse Kartapolov.
"Todos começaram a implementar esta decisão... todos, exceto o Sr. Prigozhin."
Prigozhin disse em 11 de junho que seus parceiros do Grupo Wagner não assinariam nenhum contrato com o ministro da Defesa, Sergei Shoigu, acrescentando que Shoigu era incapaz de administrar unidades militares.
Como resultado, disse o legislador, Prigozhin cometeu traição devido a "ambições exorbitantes", dinheiro e o que ele chamou de "estado excitado".