Política
Quaest embaralha disputa em MT: Pivetta passa Wellington no 1º turno, mas senador lidera duelo final
Governador cresce seis pontos, chega a 29% e aposta em vitória já no primeiro turno; Wellington mantém 27% e aparece com 41% contra 36% em eventual confronto direto
A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou dois retratos diferentes na pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (25). Otaviano Pivetta (Republicanos) ultrapassou Wellington Fagundes (PL) na intenção de voto para o primeiro turno, com 29% contra 27%. Mas, em uma simulação de segundo turno entre os dois, Wellington aparece numericamente à frente: 41% a 36%.
A diferença de dois pontos no primeiro turno está dentro da margem de erro de três pontos percentuais. Os candidatos, portanto, seguem tecnicamente empatados. O que mudou desde agosto foi a trajetória de cada um: Pivetta saltou de 23% para 29%, enquanto Wellington permaneceu em 27%. Doutora Natasha (PSD) também avançou, de 8% para 11%.
Diante do crescimento, Pivetta fez uma aposta ousada. “Eu acredito que vamos vencer no primeiro turno”, afirmou. O governador disse ainda esperar “muita saúde e tranquilidade para andar Mato Grosso, levando nossa mensagem com serenidade e sem mentiras e promessas vãs”.
A simulação de segundo turno, porém, revela a força que Wellington ainda mantém na disputa. Contra Pivetta, o senador passou de 38% para 41% desde a rodada anterior. O governador cresceu mais rapidamente nesse cenário, de 29% para 36%, reduzindo a distância entre os dois de nove para cinco pontos. A vantagem numérica é de Wellington; o avanço mais acentuado é de Pivetta.
Eleitor decide mais cedo, mas 35% ainda podem mudar de voto
A corrida entra na reta final com um eleitorado mais decidido. Segundo a Quaest, 64% afirmam que sua escolha é definitiva, ante 52% em agosto. Ainda assim, 35% dizem que podem mudar de candidato até 4 de outubro.
Na pesquisa estimulada, o grupo que declara voto branco, nulo ou em nenhum candidato caiu de 29% para 22%. Os indecisos passaram de 8% para 6%. Os números indicam uma disputa crescente pelos eleitores que ainda não fecharam sua escolha — justamente quando Pivetta tenta ampliar a vantagem inicial e Wellington busca recuperar a liderança no primeiro turno.
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Rejeição e saúde entram no radar das campanhas
A Quaest também perguntou quais candidatos os eleitores conhecem e não votariam. Wellington registra 33% nesse indicador; Pivetta, 20%. Já entre os que dizem conhecer e votar no candidato, o governador marca 42%, e o senador, 37%.
Fora da disputa direta entre os nomes, há uma cobrança clara do eleitorado: saúde é apontada como o principal problema de Mato Grosso por 36% dos entrevistados. Violência vem em seguida, com 13%, e infraestrutura aparece com 10%.
O levantamento foi encomendado pela Rede Matogrossense de Comunicação (RMC). A Quaest ouviu 804 eleitores de 16 anos ou mais entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números MT-08098/2026 e BR-09594/2026.
O cenário está aberto: Pivetta tomou a dianteira numérica para o primeiro turno e fala em encerrar a eleição de uma vez. Wellington, por sua vez, permanece perto do governador na disputa inicial e lidera a simulação de confronto direto. Faltando poucos dias para a votação, nenhum dos dois conseguiu transformar vantagem em desfecho.