Política
Katiuscia quer ampliar acesso à moradia e acelerar regularização em MT
Candidata a deputada federal apresenta propostas para habitação popular e leva para o Estado experiência da luta por famílias do Silvanópolis e Paraisópolis
Ter um endereço definitivo, deixar de pagar aluguel e receber o documento que comprova a propriedade da casa representam segurança para toda a família. A partir da própria experiência de ter morado de aluguel durante 17 anos, a vereadora de Cuiabá e candidata a deputada federal Katiuscia Manteli (Podemos) apresenta propostas para ampliar o acesso à moradia popular e acelerar a regularização fundiária em Mato Grosso.
Katiuscia pretende atuar pela ampliação dos investimentos habitacionais da União destinados aos municípios mato-grossenses com maior déficit de moradias e crescimento populacional. A proposta busca facilitar o acesso das famílias de baixa renda a imóveis com valores compatíveis com suas condições financeiras.
“Você mora em casa própria ou paga aluguel? Eu morei de aluguel por 17 anos e sei a dificuldade de comprar uma casa. Vou trabalhar por moradias com preços justos e populares para quem mais precisa. Moradia digna é um direito constitucional”, afirmou.
Katiuscia destaca que o aluguel compromete parte significativa do orçamento de muitas famílias. Todos os meses, o pagamento pela moradia precisa ser conciliado com alimentação, energia, transporte, medicamentos e educação. Sem renda suficiente ou acesso a financiamento, o sonho da casa própria acaba sendo adiado por anos.
Além da construção de novas unidades habitacionais, a candidata propõe ampliar os recursos e o apoio técnico federal aos municípios para acelerar a regularização fundiária de interesse social e a entrega de títulos definitivos.
O documento oferece segurança jurídica, permite a transferência legal do patrimônio aos filhos e facilita o acesso a financiamentos e melhorias. A regularização também abre caminho para investimentos públicos em redes de água e esgoto, energia, pavimentação e outros serviços essenciais.
“Não basta a família ter construído a casa e morar no mesmo lugar durante anos. Ela precisa ter a tranquilidade de saber que aquele imóvel está regularizado e que esse patrimônio será protegido. Casa regularizada é família segura”, ressaltou.
Luta pelas famílias de Cuiabá
A defesa da regularização fundiária já faz parte da atuação de Katiuscia em Cuiabá. A vereadora acompanha a situação de mais de 1,8 mil famílias dos bairros Silvanópolis, Paraisópolis e de parte do Jardim Vitória, que convivem com a ameaça de desocupação da região conhecida como Águas Nascentes.
A preocupação dos moradores aumentou após uma decisão judicial expedida em abril de 2026 determinar que a Prefeitura de Cuiabá e o Governo do Estado realizassem estudos sobre a desocupação e a recuperação ambiental da área. A medida está relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita na Justiça há mais de dez anos.
Segundo Katiuscia, a falta de informações claras sobre o alcance da decisão causou apreensão nas comunidades. As famílias querem saber quais áreas poderão ser afetadas, se precisarão deixar suas casas e que tipo de atendimento receberão. Para a vereadora, a preservação das nascentes e das áreas de risco deve ser acompanhada de uma solução habitacional para quem tiver de sair.
“Sabemos que há áreas de preservação e de risco onde famílias precisarão ser realocadas, mas precisamos de uma solução que não as deixe desamparadas”, explicou.
Em maio de 2026, Katiuscia e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), conduziram uma audiência pública para reunir moradores e representantes do Governo do Estado, Prefeitura de Cuiabá, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça e órgãos ambientais. O objetivo foi esclarecer os efeitos da decisão judicial e discutir alternativas para que nenhuma família fosse retirada sem planejamento e atendimento habitacional.
Na ocasião, Katiuscia cobrou o cadastramento das famílias, a definição de prazos e a elaboração de um plano de ação com assistência social. A vereadora também defendeu que os moradores tivessem acesso a informações claras e participassem das decisões sobre o futuro das comunidades.
“Estamos falando de famílias que estão ali há mais de duas décadas, lutando pela regularização. Precisamos entender quem realmente precisará sair, quantas pessoas serão afetadas e quais serão os encaminhamentos. É necessário unir todos os órgãos envolvidos para garantir transparência, organização e, principalmente, respeito às famílias”, declarou.