Secretária cita ‘clamor’ da população e necessidade de resposta para justificar liberação da cloroquina em casos leves


Governo federal reuniu técnicos para esclarecer adoção de medicamento sem eficácia comprovada contra a Covid-19. Ministro interino da Saúde não participou de apresentação


PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM G1

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Foto: Agência Brasil

A secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Mayra Pinheiro, citou nesta quarta-feira (20) o “clamor” da sociedade por respostas no combate à Covid-19 como uma das motivações para a elaboração da nova regra que permite o uso da cloroquina mesmo em casos leves. O ministério não apresentou estudos recentes como justificativa para adoção do medicamento.

 

 

A secretária Mayra Pinheiro também afirmou que não é possível esperar evidências científicas do “tipo A”, ou seja, estudos conclusivos.

“A motivação da confecção dessa nota informativa vem da necessidade de resposta da população”, disse Mayra Pinheiro. “Já temos mais de 18 mil mortes. Há um clamor da sociedade que chega ao Ministério da Saúde”, disse a secretária.

“Estamos falando hoje em orientação, e não em protocolo”, disse Mayra. “Não estamos nos afastando da ciência. Estamos nos aproximando da necessidade de garantir a vida em tempo de guerra.”

Sem ministro da saúde efetivo, o interino general Eduardo Pazuello não participou da apresentação. O Ministério da Saúde foi questionado sobre o posicionamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), que é contra o uso da droga por falta de evidências. O secretário-Executivo Substituto, Élcio Franco, disse que não é possível esperar por estudos.

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