Brasil

Passarela no lado argentino das Cataratas do Iguaçu é parcialmente destruída após alta vazão

Passagem por trecho está suspensa desde quarta (12). Quedas registraram segunda maior vazão com cerca de 16,5 milhões de litros por segundo. Passarela no lado brasileiro foi liberada neste sábado (15) após vistoria

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM G1 16/10/2022

A passarela no lado argentino das Cataratas do Iguaçu, que dá acesso a "Garganta do Diabo", ficou parcialmente destruída após a segunda maior vazão registrada nas quedas com mais de 16,5 milhões de litros por segundo na quinta-feira (13).

Imagens áreas feitas neste sábado (15) por equipe da concessionária responsável pelo Parque Nacional do Iguaçu mostram como ficou o trecho.

Desde a quarta-feira (12), quando a vazão por segundo passou de mais de 11,5 milhões de litros por segundo, o trecho foi bloqueado.

No lado brasileiro, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, a passarela próxima às quedas que também estava fechada foi liberada neste sábado (15) após vistoria de equipe técnica.

80% das cachoeiras estão no lado argentino do parque, e os 20% restantes estão no lado brasileiro.

A vazão considerada normal pela Companhia Paranaense de Energia (Copel), responsável pelo monitoramento hidrológico da região, é de 1,5 milhão de litros por segundo.

Passarela brasileira liberada

 

A passarela próxima às quedas das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná foi liberada neste sábado (15). Ela havia sido bloqueada após o grande fluxo de água, a segunda maior vazão de água registrada desde 1997, quando Copel começou as medições.

Conforme a assessoria do parque, a passarela foi reaberta por volta das 10h, após vistoria da equipe técnica e tendência de queda no volume de água.

Neste sábado (15) a vazão ainda está acima da média, com 8,7 milhões de litros por segundo.

Passarela próximas as quedas das Cataratas do Iguaçu é liberadas após vazão recorde

Passarela próximas as quedas das Cataratas do Iguaçu é liberadas após vazão recorde

Conforme a Copel, o pior período de seca nas quedas d'água ocorreu em maio de 1978. À época, a vazão foi de 114 mil litros de água por segundo.

As medições de vazão são feitas desde 1949, mas neste período a vazão era medida por outros órgãos, segundo a companhia.

Conforme a Copel, o grande volume de chuvas no decorrer da bacia do Rio Iguaçu é um dos fatores que ajudam a entender o grande fluxo, especialmente as chuvas nas regiões oeste e sudoeste do estado registradas desde a segunda-feira (10).

Além disso, a Copel afirmou que os reservatórios das seis usinas hidrelétricas instaladas ao longo do Rio Iguaçu estão com o armazenamento de água próximo da capacidade máxima.