O senador Sergio Moro (União-PR) sabia que poderia ser alvo dos atentados planejados por uma organização criminosa desarticulada pela Polícia Federal na manhã de quarta-feira ,22, equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e do Ministério Público de São Paulo, descobriram os planos dos criminosos para a execução de Moro e informaram o caso aos policiais.
Durante as apurações, foi observado que um olheiro, ligado à facção criminosa PCC, de São Paulo, estaria fazendo campana na frente da casa do senador, em Curitiba (PR). Com o risco descoberto, uma equipe de ao menos nove policiais da inteligência da Polícia Militar do Paraná faz a escolta do senador e da família dele há mais de um mês.
A esposa de Moro, a deputada Rosangela Moro (União-SP), usa um carro blindado como medida de segurança. As investigações mostram que os suspeitos pretendiam realizar os ataques à família de Moro e de outras autoridades e servidores públicos de forma simultânea.
O senador, que é ex-juiz da Lava Jato, confirmou por uma rede social que seria um dos alvos dos criminosos e disse que se pronunciará sobre o caso nesta quarta-feira.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou em uma rede social que os planos dos suspeitos incluíam o assassinato de um senador e de um promotor de Justiça.