
Agradecimentos na Casa Branca
Joe Biden deu as boas-vindas à Casa Branca ao líder ucraniano com renovadas garantias de apoio dos EUA em meio à contínua investida da Rússia contra a Ucrânia.
O americano voltou a criticar a guerra. Ele afirmou que a invasão é inacreditável, e descreveu as ações da Rússia como "um ataque brutal ao direito da Ucrânia existir como nação".
Biden citou ataques a pessoas inocentes na Ucrânia apenas para intimidá-los, atacando civis, orfanatos, hospitais, escolas e grandes marcos do país.
"Agora eles (os russos) estão tentando usar o inverno como uma arma contra o povo ucraniano, mas o povo ucraniano continua a inspirar o mundo. Digo isso com a maior sinceridade, não apenas inspirar a nós, mas inspirar o mundo com a sua coragem e a forma como escolheram a resiliência no seu futuro", disse Biden.
Ele reiterou o apoio do governo dos EUA com ajuda financeira, humanitária e sistemas de segurança: "Nós vamos fortalecer a capacidade da Ucrânia de se defender, especialmente defesa aérea, e é por isso que os EUA estamos dando mísseis e treinando as forças para usar adequadamente os mísseis".
Zelensky dá medalha para Biden
"Obrigado antes de tudo", disse Zelensky ao presidente dos Estados Unidos. "É uma grande honra estar aqui".
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O presidente dos EUA, Joe Biden, e a primeira-dama, Jill Biden, recebem o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy — Foto: Leah Millis/Reuters
Depois de agradecer, o presidente ucraniano contou que esteve perto de Kherson e conversou com um capitão da bateria de mísseis antiaéreos, e que esse militar pediu para que Zelensky levasse a medalha que havia recebido do exército para dar de presente a Biden.
Zelensky, então, presenteou Biden com a medalha, que agradeceu pelo objeto e disse que estava muito honrado. Ele lembrou do próprio filho, que serviu o exército dos EUA no Iraque.
O que os EUA vão entregar aos ucranianos
Durante a entrevista coletiva, os dois falaram sobre a necessidade de manter a união e sobre o apoio dos EUA à Ucrânia.
Uma repórter ucraniana perguntou por que os EUA não dão para as forças ucranianas tudo o que precisa para vencer os russos —ou seja, armas mais poderosas.
Zelensky, em tom de humor, disse que concordava com a repórter.
Biden, no entanto, afirmou que isso poderia implicar uma escalada da guerra —ele disse que não há interessados em uma guerra mundial.
O presidente americano afirmou que o apoio está focado em quatro tipos de ajuda militar:
- Defesa aérea;
- Sistemas de artilharia;
- Tanques e veículos armados;
- Munição
Biden afirmou em outros momentos da entrevista que a luta da Ucrânia "é parte de algo maior" —ou seja, que se outros países ficarem parados, o mundo enfrentará mais ameaças dos russos.
Ele também citou diversas vezes a ajuda que os EUA deram aos ucranianos porque acreditam na luta da Ucrânia.
Somente a paz não é suficiente, diz Zelensky
O presidente Zelensky afirmou que a Rússia precisa ser responsabilizada por tudo o que fez contra os ucranianos. Ele afirmou que não abre mão da integralidade territorial de seu pais (ou seja, ele não vai aceitar ceder regiões da Ucrânia).
O líder ucraniano também sinalizou que ele entende que a Rússia deve pagar pelos estragos que causou.
Mais compromissos
A assessoria de Zelensky ainda não informou se ele terá compromissos na capital norte-americana na quinta-feira.
A visita acontece em um momento em que os EUA aumentaram o envio de armas de última geração para a Ucrânia.
Em meados de novembro, as tropas ucranianas conseguiram reconquistar Kherson, uma das primeiras cidades inteiramente ocupada por Moscou, que já havia inclusive imposto o uso da moeda russa no local.
Em visita recente a Kherson, Zelensky chegou a dizer que o movimento era o início do fim da guerra em seu país.
Mais dinheiro para enfrentar os russos
O anúncio de mais dinheiro e da transferência do sistema Patriot foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, em um comunicado.
"A assistência de hoje pela primeira vez inclui o Sistema de Defesa Aérea Patriot, capaz de derrubar mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos de curto alcance e aeronaves em um teto significativamente mais alto do que os sistemas de defesa aérea fornecidos anteriormente", disse Blinken em seu comunicado divulgado pelo Departamento de Estado.