Polícia

A 'teia' de corrupção no TCE: Veja quem são as empresas e os conselheiros que ‘surrupiaram’ mais de 212 milhões em contratos fraudulentos

Com documentos e vídeos acostados, o Página 12 inicia a partir desta quinta feira, 25, uma série de reportagens especiais mostrando a roubalheira protagonizada por cinco conselheiros afastados e que durou quase 20 anos, lesando o órgão em centenas de milh

25/06/2020
A 'teia' de corrupção no TCE: Veja quem são as empresas e os conselheiros que ‘surrupiaram’ mais de 212 milhões em contratos fraudulentos
Foto: Arquivo
Em sessenta e sete anos como órgão fiscalizador de Mato Grosso, o Tribunal de Contas do estado nunca conviveu com tamanha aberração da grande maioria dos seus representantes, estarem envolvidos com alguma forma de fraude ou corrupção. É certo que, já se flagraram casos de má conduta individual nesses longos anos desde a criação do órgão no dia 31 de outubro de 1953. Agora, a atual safra dos conselheiros que foram afastados por determinação do ministro Luiz Fux do Supremo Tribunal Federal(STF), bateu todos os recordes e superou as piores expectativas. Desde quando foi deflagrada a Operação Malebolge na Polícia Federal, ocorrida no dia 14 de setembro de 2017, para investigar a extorsão de R$ 53 milhões contra ele e que foi denunciado pelo próprio ex-governador Silval Barbosa(MDB) contra os conselheiros afastados por corrupção, José Carlos Novelli, Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, Sérgio Ricardo de Almeida, Valdir Teis e Walter Albano, a justiça, o Ministério Publico Federal e Estadual e a Polícia Federal estão em uma ‘força tarefa’ para desvendar o vendaval de corrupção enraizada no ‘seio’ do TCE em quase vinte anos. A devolução de centenas de milhões que saíram pelo ralo da corrupção do TCE é imprescritível. A decisão que faz um corrupto devolver o que ele ‘furtou’ do órgão público, seja municipal, estadual e federal, não prescreve. Pele menos é o que decidiu por seis votos contra cinco, o Supremo Tribunal Federal em decisão ocorrido no dia 08 de agosto de 2018. A partir desta quinta feira, 25, o Página 12 iniciará uma série de reportagens especiais mostrando o mecanismo e a organizada ‘teia’ de corrupção e que dilapidou não só o TCE mas, o estado de Mato Grosso e toda a população mato-grossense. A crise vivida pelo órgão é um emaranhado de informações indecifráveis para quem não acompanha os capítulos diariamente. Para entender a história que traz uma novidade a cada dia, é preciso conhecer as dezenas de personagens, além do mais é claro, os seus principais líderes: José Carlos Novelli, Antônio Joaquim de Moraes Rodrigues Neto, Sérgio Ricardo de Almeida, Valdir Teis e Walter Albano. Os caciques protagonizam entre os anos de 2012 e 2015 uns dos mais bem organizados ‘esquemas’ para ‘furtar’ os cofres do órgão. Eles contrataram treze empresas de tecnologia da informação para fornecimento de software com T.I. para o próprio  TCE/MT, compreendidos entre 2012 e 2015 e que teve um aumento estratosféricos comparados com 2011. Assim, foram obtidos 23 contratos administrativos das 13 empresas distintas relacionados à Tecnologia da Informação e que totalizaram R$ 212.402.631,49. Desse total, houve um superfaturamento de R$ 137.076.812,05, pois as empresas: Ábaco Tecnologia da Informação Ltda, Spazio Digital Soluções em TI e Digitalização, Simetrya Tecnologia da Informação Ltda, Complexx Tecnologia Ltda, Serprel Comércio de Produtos de Informática Ltda, JFTC Teleinformática Ltda – ME, Impar Gestão e Soluções, Allen Rio Serv. e Com. de Prod. de Informática Ltda, Travessia Desenvolvimento Organizacional Ltda, Tecnomapas Ltda, Gendoc, Prixx Tecnologia da Informática Sistemas e Empreendimentos LTDA e o Consórcio Simaker (Consórcio entre as empresas Simetrya e Aker) apresentaram superfaturamento, pois a softwares de baixa qualidade e incompatível com os valores de mercado, na época. O Página 12 vai mostrar nas próximas reportagens como foi feito cada contrato entre o TCE e as empresas e o superfaturamento.                                     Veja abaixo e em anexo os valores                                de cada contrato e o valor ‘surrupiado’ TCE 2