Política

Racha no União Brasil em MT: vereador de VG rejeita Jayme Campos e declara apoio a Pivetta ao Governo

Charles da Educação se antecipa ao cenário de 2026, ignora pré-candidatura dentro do próprio partido e se alinha ao grupo do Republicanos no Estado

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 23/03/2026
Racha no União Brasil em MT: vereador de VG rejeita Jayme Campos e declara apoio a Pivetta ao Governo
Em gravação, o parlamentar foi direto ao se posicionar politicamente: “Eu tenho lado e meu apoio é ao Pivetta para governador.” | Página 12

O cenário político de Mato Grosso começou a esquentar — e antes mesmo da largada oficial da eleição de 2026, um movimento vindo de Várzea Grande, berço político do senador Jayme Campos, já expõe fissuras dentro do União Brasil.

O vereador Charles Araújo, o Charles da Educação, rompeu o silêncio e declarou apoio ao vice-governador Otaviano Pivetta, que assume o comando do Executivo estadual no próximo dia 30 de março e é apontado como pré-candidato ao Governo pelo Republicanos.

Em gravação, o parlamentar foi direto ao se posicionar politicamente: “Eu tenho lado e meu apoio é ao Pivetta para governador.”

A declaração tem peso político e gera desconforto dentro da própria sigla, que trabalha internamente com o nome de Jayme Campos como possível candidato ao Governo do Estado — justamente em Várzea Grande, cidade onde o senador construiu sua base e consolidou sua trajetória política.

Ao declarar apoio a Pivetta, Charles não apenas se antecipa ao processo eleitoral, como também se distancia do projeto político de seu próprio partido em Mato Grosso — e faz isso em um dos territórios mais simbólicos da força política de Jayme Campos.

Em outro trecho da gravação, o vereador reforça sua posição: “Já tenho minha decisão e estou com o projeto do Pivetta.”

O gesto é visto nos bastidores como um sinal claro de desalinhamento interno e pode abrir espaço para novos movimentos semelhantes dentro do União Brasil.

O apoio do vereador ocorre exclusivamente no campo eleitoral, sem qualquer relação, neste momento, com articulações administrativas, projetos ou destinação de recursos.

Na prática, trata-se de um posicionamento político antecipado, mirando diretamente a disputa pelo Palácio Paiaguás.

Mesmo fora do período oficial de campanha, os movimentos de bastidores mostram que a eleição estadual já está em curso.

A aproximação de Charles com o grupo de Pivetta reforça o avanço do Republicanos na construção de sua base e evidencia que o União Brasil pode enfrentar dificuldades para manter unidade interna na corrida pelo Governo.

Nos bastidores, a avaliação é clara: o jogo político começou — e o racha, agora, veio à tona justamente no berço político de Jayme Campos.