Polícia
Servidor do Liceu Cuiabano conhecido como “paizão” morre em ação da PM após crise familiar em Cuiabá
A escola decretou luto oficial e suspendeu as aulas nesta terça-feira,12
A morte do servidor Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, causou forte comoção entre estudantes, professores e servidores da Escola Estadual Liceu Cuiabano, em Cuiabá. Conhecido como “paizão” dentro da unidade escolar, ele morreu na noite desta segunda-feira (11) durante uma ação da Polícia Militar no bairro Goiabeiras.
Com mais de uma década de atuação no Liceu Cuiabano, Valdivino era conhecido pela proximidade com os alunos, a quem chamava carinhosamente de “filhos” e “filhas”. A escola decretou luto oficial e suspendeu as aulas nesta terça-feira (12).
Em nota divulgada nas redes sociais, a direção lamentou profundamente a morte do servidor e destacou o carinho que ele cultivava com toda a comunidade escolar. “Sua memória permanecerá eternamente viva em nossas lembranças”, afirmou a instituição.
Nas redes sociais, estudantes e ex-alunos publicaram dezenas de homenagens. “Esse cara era gente boa demais”, comentou uma ex-estudante. “Vou sentir muita saudade”, escreveu outro aluno.
Segundo informações da Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncia de uma suposta situação de cárcere privado dentro da residência do servidor. Conforme a ocorrência, Valdivino estaria armado e emocionalmente abalado em razão do fim do relacionamento com a ex-companheira.
Vídeos gravados momentos antes da ação mostram o servidor desabafando sobre problemas pessoais e afirmando que sua vida “estava péssima”. Em outro trecho, ele aparece armado dentro da residência.
Ainda de acordo com a PM, policiais cercaram o imóvel e afirmam ter visualizado, pela janela, o momento em que o servidor apontava uma arma para a cabeça da ex-enteada. Conforme o boletim, ao perceber a presença dos militares, ele teria apontado a arma em direção à equipe, que reagiu efetuando disparos.
Equipes do Samu foram acionadas, mas Valdivino morreu ainda no local. A jovem foi retirada da casa sem ferimentos.
Familiares contestam parte da versão apresentada pela polícia. O caso será investigado pela Polícia Civil e acompanhado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).