Polícia

Servidor do Liceu Cuiabano conhecido como “paizão” morre em ação da PM após crise familiar em Cuiabá

A escola decretou luto oficial e suspendeu as aulas nesta terça-feira,12

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PM-MT 12/05/2026
Servidor do Liceu Cuiabano conhecido como “paizão” morre em ação da PM após crise familiar em Cuiabá
Com mais de uma década de atuação no Liceu Cuiabano, Valdivino era conhecido pela proximidade com os alunos, a quem chamava carinhosamente de “filhos” e “filhas” | Lapada, Lapada

A morte do servidor Valdivino Almeida Fidelis, de 58 anos, causou forte comoção entre estudantes, professores e servidores da Escola Estadual Liceu Cuiabano, em Cuiabá. Conhecido como “paizão” dentro da unidade escolar, ele morreu na noite desta segunda-feira (11) durante uma ação da Polícia Militar no bairro Goiabeiras.

Com mais de uma década de atuação no Liceu Cuiabano, Valdivino era conhecido pela proximidade com os alunos, a quem chamava carinhosamente de “filhos” e “filhas”. A escola decretou luto oficial e suspendeu as aulas nesta terça-feira (12).

Em nota divulgada nas redes sociais, a direção lamentou profundamente a morte do servidor e destacou o carinho que ele cultivava com toda a comunidade escolar. “Sua memória permanecerá eternamente viva em nossas lembranças”, afirmou a instituição.

Nas redes sociais, estudantes e ex-alunos publicaram dezenas de homenagens. “Esse cara era gente boa demais”, comentou uma ex-estudante. “Vou sentir muita saudade”, escreveu outro aluno.

Segundo informações da Polícia Militar, equipes foram acionadas após denúncia de uma suposta situação de cárcere privado dentro da residência do servidor. Conforme a ocorrência, Valdivino estaria armado e emocionalmente abalado em razão do fim do relacionamento com a ex-companheira.

Vídeos gravados momentos antes da ação mostram o servidor desabafando sobre problemas pessoais e afirmando que sua vida “estava péssima”. Em outro trecho, ele aparece armado dentro da residência.

Ainda de acordo com a PM, policiais cercaram o imóvel e afirmam ter visualizado, pela janela, o momento em que o servidor apontava uma arma para a cabeça da ex-enteada. Conforme o boletim, ao perceber a presença dos militares, ele teria apontado a arma em direção à equipe, que reagiu efetuando disparos.

Equipes do Samu foram acionadas, mas Valdivino morreu ainda no local. A jovem foi retirada da casa sem ferimentos.

Familiares contestam parte da versão apresentada pela polícia. O caso será investigado pela Polícia Civil e acompanhado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).