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Trump diz que Irã "mudou de ideia" após aparentemente chegar a acordo
Presidente dos EUA disse que líderes iranianos que assumiram o poder após a morte de seus antecessores em ataques "são pessoas muito desonestas"
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou frustração nesta segunda-feira (11) com o andamento das negociações para encerrar a guerra com o Irã.
Em conversa com repórteres no Salão Oval da Casa Branca, ele disse que os negociadores iranianos "mudaram de ideia" quando os dois lados aparentemente estavam chegando a um acordo.
“Olha, eu já tive que lidar com eles quatro ou cinco vezes – eles mudam de ideia”, disse Trump. “São pessoas muito desonestas, a liderança”, completou.
O presidente afirmou que os líderes iranianos que assumiram o poder após a morte de seus antecessores em ataques têm sido "mais razoáveis". Mas isso não resultou em um acordo.
“Já vi isso acontecer muitas vezes nos negócios, sabe, a mentalidade muda”, disse Trump.
Ele afirmou que as partes pareciam “chegar a um acordo”, e aí, no dia seguinte, enviavam um documento que demorava cinco dias para chegar, quando deveria ter chegado em 20 minutos”.
“Sabe, é um documento bastante simples”, acrescentou. “Eles nunca terão uma arma nuclear”, concluiu.
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As manchetes dos jornais iranianos desta segunda-feira (11) retrataram o país se preparando para a possível retomada da guerra com os Estados Unidos e Israel.
Um dia após o Irã apresentar uma contraproposta que foi rejeitada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, as manchetes se concentraram na preparação militar, nos alertas de que Washington pagaria um preço alto se os combates fossem retomados e na insistência de que o Irã não se renderia sob pressão.
Aqui está uma análise de alguns dos artigos:
O Kayhan, um dos jornais conservadores mais influentes do Irã, amplamente considerado alinhado ao falecido líder supremo aiatolá Ali Khamenei, estampou a manchete: “Mísseis e drones da IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) estão apontados para navios e bases inimigas”.
O Resalat, um jornal islâmico conservador pró-Khamenei, estampou em sua manchete: “A máquina de guerra americana” não pode resistir “à poderosa onda da defesa ofensiva do Irã no Golfo Pérsico”.
O jornal também tinha uma coluna sobre "retaliação por Beirute", referindo-se à aliança com o grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irã e em guerra com Israel.
O jornal oficial do governo, "Iran", destacou em uma manchete que "negociação não é rendição" e que "a bola está com Washington", após Teerã enviar sua resposta aos EUA por meio de intermediários paquistaneses.
O jornal “Hamshahri Tehran”, de tendência conservadora, tinha como manchete principal “Zona de guerra do Irã”, com subtítulos sobre “lanchas de ataque rápido”, “minas navais” e “cidades subterrâneas de mísseis”.
O jornal Jam-e Jam, afiliado à emissora estatal IRIB, publicou uma manchete intitulada "Diretrizes do Comandante", observando que o líder supremo Mojtaba Khamenei comunicou novas decisões e medidas para um confronto decisivo com os inimigos.
“As forças armadas aguardam a ordem para disparar”, dizia o comunicado.