Polícia
EUA pressionam governos estrangeiros para formar nova coalizão em Ormuz
Administração Trump busca apoio global para nova coalizão em meio a complicações na via marítima vital e críticas à Europa
A administração Trump está pressionando governos estrangeiros a se juntar a uma nova coalizão para apoiar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, à medida que a guerra com o Irã continua a complicar a passagem dessa via vital.
A coalizão, chamada de “Maritime Freedom Construct” (Estrutura de Liberdade Marítima, em tradução livre), tem como objetivo coordenar esforços diplomáticos, incluindo alinhamento sobre sanções e compartilhamento de informações para ajudar na passagem segura pelo estreito.
O estreito se tornou um dos principais obstáculos nas negociações diplomáticas entre os EUA e o Irã, com ambos os países mantendo seus respectivos bloqueios.
O presidente Donald Trump afirmou repetidamente que os Estados Unidos não precisam da ajuda de outros países no estreito e também criticou duramente outros países, especialmente os da Europa, por não fazerem o suficiente. Enquanto isso, os preços dos combustíveis ao redor do mundo estão disparando.
Um comunicado do Departamento de Estado dos EUA, enviado esta semana a missões diplomáticas em todo o mundo, pediu aos diplomatas que anunciassem a formação da nova coalizão e “solicitassem a participação de parceiros” até sexta-feira (1º).
O comunicado, visto pela CNN, orienta os diplomatas a não discutirem o assunto com “adversários dos EUA, incluindo Rússia, China, Belarus e Cuba.” O Wall Street Journal foi o primeiro a relatar o comunicado.
De acordo com o comunicado, a coalizão será liderada pelos Departamentos de Estado e Defesa, por meio do Comando Central dos EUA.
“O MFC tomará medidas para garantir a passagem segura, incluindo fornecimento de informações em tempo real, orientações de segurança e coordenação para garantir que as embarcações possam transitar por essas águas com segurança”, dizia o comunicado.
Ele observa que os diplomatas devem apresentar a participação na coalizão como uma forma de “fortalecer nossa capacidade coletiva de restaurar a liberdade de navegação e proteger a economia global.”
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“As contribuições podem incluir coordenação diplomática, compartilhamento de informações, aplicação de sanções, presença naval ou outras formas de apoio”, dizia o comunicado. “Recebemos todos os níveis de engajamento e não esperamos que seu país desloque ativos ou recursos navais de estruturas marítimas existentes.”
O Reino Unido e a França iniciaram um esforço multilateral para garantir o estreito, que eventualmente poderia envolver o envio de ativos militares para a via marítima caso um acordo de paz seja alcançado.
A coalizão “é complementar a outras forças-tarefas marítimas, incluindo o esforço de planejamento marítimo liderado pelo Reino Unido e França”, disse um funcionário do Departamento de Estado.