Polícia

Delegado tenta subornar policiais para não investigar crime; Veja quem são os PMs presos

O Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil acusa o Delegado Regional de Sinop (500 km de Cuiabá), Douglas Turíbio Schutze, de tentar subornar policiais civis

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 27/08/2020
Delegado tenta subornar policiais para não investigar crime; Veja quem são os PMs presos
Fotos: PC-MT
O Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil acusa o Delegado Regional de Sinop (500 km de Cuiabá), Douglas Turíbio Schutze, de tentar subornar policiais civis para não investigar  um produtor rural, alvo da Operação Insídia, realizado na manhã de quinta feira, 27, e que investiga o desaparecimento de seis pessoas no município de União do Sul, região norte de Mato Grosso. Ele é investigado por corrupção ativa e obstrução, ao tentar subornar os policiais. Os delegados do GCCO,  um relatório à Corregedoria da Polícia Civil, que decidirá se o Delegado será afastado ou não. Os policiais foram até a casa do delegado, onde o mandado de busca e apreensão foi cumprido. O celular dele foi apreendido. Foram cumpridas diversas medidas cautelares de prisões e de buscas e apreensões em municípios da região norte do estado e em Tocantins. Até o momento, quatro pessoas foram presas, entre elas um empresário e produtor rural e três policiais militares da ativa.   Entre as medidas cautelares foi dado cumprimento a um mandado judicial de busca e apreensão na residência de um Delegado de Polícia, no município de Sinop. As prisões temporárias foram decretadas pelo juízo da comarca local, com prazo de trinta dias, podendo ser prorrogadas por igual período. As investigações apuram os fatos ocorridos no dia 18 de abril deste ano, em uma fazenda no município de União do Sul. Naquele local, foram encontrados diversos veículos com perfurações, estojos, munições, além de manchas de sangue e objetos pessoais, sem qualquer registro ou informação do que teria acontecido. Após a realização de dezenas de diligências, perícias técnicas, buscas pelos corpos, oitivas de testemunhas e de pessoas envolvidas, as investigações apontaram para a execução de pelo menos seis pessoas, seguidas da ocultação dos respectivos cadáveres. Entre as vítimas está um funcionário da fazenda que trabalhava no local onde o fato ocorreu.   Além dos homicídios, são apurados outros possíveis crimes conexos, como cárcere privado, constituição de milícia privada, corrupção ativa e passiva. As ações foram realizadas com apoio da Gerência de Operações Especiais (GOE), Corregedoria da Polícia Civil de Mato Grosso, Polícia Civil do Estado de Tocantins e Corregedoria da Polícia Militar de Mato Grosso. As investigações seguem em andamento. Os PMs presos são  Dos Santos, Marçal e Cesaro.