Polícia

Prefeito de Santo Antônio pagava dividas da família com dinheiro da Prefeitura; MP faz Operação

Corrupção passiva, cometido três vezes. Essa será a principal acusação contra o prefeito de Santo Antônio do Leverger(35 km de Cuiabá), Valdir Pereira de Castro Filho, vulgo Valdirzinho, do PSD

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM MP-MT 25/09/2020

Corrupção passiva, cometido três vezes. Essa será a principal acusação contra o prefeito de Santo Antônio do Leverger(35 km de Cuiabá), Valdir Pereira de Castro Filho, vulgo Valdirzinho, do PSD.

 

Promotores do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) o acusam de desviar recursos públicos dos cofres da Prefeitura para pagar dívidas de familiares, entre eles a da sua sogra. 

 

Foram apreendidos documentos, pastas e arquivos relacionados aos contratos firmados entre o município de Santo Antônio de Leverger e a empresa Revitalizar Comércio de Peças e Serviços Ltda. Além de ordens de pagamento, de serviços, comprovantes da prestação de serviços, notas fiscais, recibos e empenhos.

De acordo com o Naco Criminal, os mandados de busca e apreensão foram autorizados nos autos de um inquérito policial que apura suposta prática de crimes de responsabilidade por parte do prefeito do município, Valdir Pereira de Castro Filho, e de outros envolvidos.



A investigação foi instaurada a partir de denúncias de vereadores do município, relatando que o prefeito teria quitado dívidas particulares de integrante da sua família com a utilização de recursos públicos. O montante seria proveniente de pagamentos indevidos realizados para a empresa Revitalizar Comércio de Peças e Serviços Ltda.

 

Além do cumprimento de mandados de busca e apreensão na sexta-feira,25, o Naco Criminal ofereceu na quinta feira,24, no Tribunal de Justiça, denúncia pelo crime de corrupção passiva.

Ele é acusado de ter recebido vantagens indevidas, em razão da função que exerce, em contratos relacionados às reformas de escolas, da sede dos Correios localizada no Distrito de Mimoso e recuperação de caixa d´água. Consta na denúncia, três fatos que demonstram o envolvimento do prefeito em solicitação de vantagens indevidas.

Segundo o Naco, o prefeito chegou a ser gravado recebendo a quantia de R$ 2.500,00 de um determinado empresário. Após a ocorrência dos fatos, a denúncia do empresário foi encaminhada à Câmara Municipal que rejeitou, por maioria, a abertura de qualquer investigação.

Depois os fatos foram apresentados ao Gaeco, que encaminhou ao Naco Criminal, em razão do prefeito ter prerrogativa de foro.