Polícia

Por que maioria dos candidatos ‘rechaçam’ advogado eleitoral após denuncia de corrupção na Prefeitura de Cuiabá

Advogado eleitoral, Zé Rosa, está sendo ‘rechaçado’ por maioria de candidatos nas eleições de 2020 e que não querem ‘colar’ sua imagem ao do advogado

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA 26/09/2020
O episódio do advogado eleitoral José Antônio Rosa, ou Zé Rosa, 63 – que foi denunciado de enriquecer na Prefeitura de Cuiabá, quando era procurador — é simbólico de tudo o que a advocacia não deve fazer no serviço público. Advogado eleitoral, Zé Rosa, está sendo ‘rechaçado’ por maioria de candidatos nas eleições de 2020 e que não querem ‘colar’ sua imagem ao do advogado. Eles comungam da máxima: Digas com quem tu andas, que eu te direi quem tu és. Rosa foi condenado – conjuntamente com uma organização criminosa – enraizado no ‘seio’ da Prefeitura de Cuiabá em 2009 - por ministros do Tribunal de Contas da União(TCU) a pagar o valor de R$ 3.630.455,66(três milhões, seiscentos e trinta mil reais, quatrocentos e cinquenta e cinco reais e sessenta e seis centavos), atualizadas monetariamente e acrescidas de juros de mora das respectivas datas até a data do pagamento em 2019, além de multas individualizadas para cada um dos envolvidos na fraude. No caso do advogado, na pena individualizada ele também foi condenado a pagar R$ 500 mil reais. Até o mês de setembro de 2020, Zé Rosa, ainda não havia pago nenhum centavo. A Procuradoria da Fazenda Nacional cobra a divida do advogado e sua turma. O advogado que vociferava legalidade e moralidade para tudo quanto e lado, também esta sendo processado pelo Ministério Público através de uma Ação Civil Pública e Ação Popular, por direcionar licitação para construção do Contorno Norte/Sul na BR-364, quando ele também era procurador do município de Cuiabá. Outro processo refere-se a um contrato superfaturado de R$ 289 mil com a contratação da empresa Famma Buffet e Eventos LTDA-EPP para realização de Buffet, também quando ele era procurador do município de Cuiabá. Pelo jeito o advogado terá dificuldades em se explicar os atos de improbidade administrativa cometidos por ele e que, segundo a ação do Ministério Público atentou contra os princípios da administração pública, às penas cominadas por lei. Zé Rosa também foi um dos alvos a Operação Pacenas e chegou a ser preso pela Policia Federal por fraude no PAC de Cuiabá, em 2009.   Veja Ação do Ministério Publico contra o advogado Ação Civil Pública e Ação Popular   Veja Condenação do Tribunal de Contas da União de dinheiro do PAC da Prefeitura de Cuiabá https://contas.tcu.gov.br/etcu/AcompanharProcesso?p1=26884&p2=2010&p3=0 https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/#/documento/acordao-completo/2688420100.PROC/%2520/DTRELEVANCIA%2520desc%252C%2520NUMACORDAOINT%2520desc/0/%2520?uuid=d2385370-107b-11ea-9fb7-3fb00af2b549 https://pesquisa.apps.tcu.gov.br/#/documento/acordao-completo/2688420100.PROC/%2520/DTRELEVANCIA%2520desc%252C%2520NUMACORDAOINT%2520desc/1/%2520?uuid=d2385370-107b-11ea-9fb7-3fb00af2b549 https://contas.tcu.gov.br/etcu/AcompanharProcesso?p1=26884&p2=2010&p3=0