Polícia

Cinegrafista é preso por suspeita de estupro de vulnerável em Várzea Grande

Conforme a investigação, câmeras de segurança da região teriam registrado o veículo do suspeito nas imediações do local dos fatos, o que teria auxiliado na identificação do investigado

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 13/02/2026
Cinegrafista é preso por suspeita de estupro de vulnerável em Várzea Grande
O investigado nega o abuso. Em depoimento, teria afirmado que apenas ofereceu carona à criança e que a deixou nas proximidades da escola após ela se assustar | Divulgação/PC-MT

A Polícia Civil prendeu o cinegrafista André Rezende de 35 anos, suspeito de praticar estupro de vulnerável contra uma criança de 10 anos, em Várzea Grande. A prisão ocorreu em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela 1ª Vara de Violência Doméstica da comarca, após investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (DEDMCI/VG).

Segundo informações oficiais da Polícia Civil, o caso teria ocorrido no dia 4 de fevereiro de 2026, nas proximidades de uma escola pública no bairro Nova Fronteira. De acordo com o relato registrado pela mãe da vítima, a criança teria sido abordada pelo suspeito enquanto seguia para a escola. O homem teria oferecido carona e, dentro do veículo, praticado atos libidinosos.

Conforme a investigação, câmeras de segurança da região teriam registrado o veículo do suspeito nas imediações do local dos fatos, o que teria auxiliado na identificação do investigado.

A delegada responsável pelo caso, Paula Gomes Araújo, representou pela prisão preventiva com fundamento na garantia da ordem pública e na proteção da vítima. A medida foi deferida pelo Judiciário.

O investigado nega o abuso. Em depoimento, teria afirmado que apenas ofereceu carona à criança e que a deixou nas proximidades da escola após ela se assustar.

A defesa ainda poderá se manifestar nos autos.

O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal e prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão quando praticado contra menor de 14 anos.

Por envolver vítima criança, a legislação presume a vulnerabilidade, independentemente de consentimento.