Polícia
Feminicídio brutal em Cuiabá termina com suspeito morto após perseguição e intervenção de policial de folga
O principal suspeito do feminicídio foi identificado como o ex-companheiro da vítima, Paulo Neves Bispo, de 63 anos, que acabou morto pouco tempo depois, durante uma tentativa de fuga
Um crime de extrema violência chocou moradores de Cuiabá na manhã desta segunda-feira (16), após a professora Luciene Naves Correia, de 51 anos, ser morta a tiros dentro da própria residência, no bairro Osmar Cabral. O principal suspeito do feminicídio foi identificado como o ex-companheiro da vítima, Paulo Neves Bispo, de 63 anos, que acabou morto pouco tempo depois, durante uma tentativa de fuga.
De acordo com informações preliminares repassadas pela Polícia Militar, o suspeito teria invadido o imóvel ao pular o muro e surpreendido a vítima enquanto ela estava em casa, efetuando disparos de arma de fogo que causaram sua morte ainda no local. A ação ocorreu mesmo após a existência de medida protetiva judicial que determinava o afastamento do suspeito, concedida anteriormente em razão do histórico de conflitos após o término do relacionamento de mais de três décadas.
Ainda conforme os relatos iniciais, após os disparos contra a ex-companheira, o homem teria tentado localizar uma das filhas do casal, que conseguiu se proteger ao se trancar em um dos cômodos da residência, evitando um possível novo ataque.
Na sequência, o suspeito fugiu do local, gerando uma mobilização de moradores e acionamento das forças de segurança. Durante o deslocamento em direção a outro bairro, um policial militar que estava de folga tomou conhecimento da situação e interveio ao localizar o homem. Segundo as informações preliminares, o agente efetuou disparos com o objetivo de conter o suspeito, que foi atingido e morreu ainda no local.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, mas apenas puderam constatar o óbito. A arma de fogo supostamente utilizada no crime foi apreendida pelas autoridades.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os procedimentos no local, enquanto a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar todas as circunstâncias, incluindo a dinâmica dos fatos, a motivação do crime e a intervenção policial.
O caso é tratado, em tese, como feminicídio, e ocorre em um contexto que reforça o alerta sobre a violência doméstica e os riscos enfrentados por mulheres mesmo após a concessão de medidas protetivas.
As investigações seguem em andamento e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.