Polícia
Império na mira: herdeiros do Grupo que controla TVCA e TV Morena são alvo de operação contra fraudes financeiras
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande (MS) contra Gabriel Gandi Zahran Georges e Camilo Zahran, herdeiros da família que construiu um dos mais influentes impérios empresariais e midiáticos da região
Uma operação policial colocou sob investigação direta herdeiros do Grupo Zahran, conglomerado que controla importantes emissoras de televisão no Centro-Oeste, incluindo a TV Centro América de Cuiabá(TVCA-canal 4), afiliada da Rede Globo em Mato Grosso, e a TV Morena, em Mato Grosso do Sul. A ação foi conduzida pela Polícia Civil de São Paulo e integra a segunda fase da Operação Castelo de Cartas, que apura um suposto esquema estruturado de fraudes financeiras.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande (MS) contra Gabriel Gandi Zahran Georges e Camilo Zahran, herdeiros da família que construiu um dos mais influentes impérios empresariais e midiáticos da região. As medidas foram autorizadas pela Justiça com base em elementos reunidos durante a investigação, cujo conteúdo permanece sob apuração das autoridades competentes.
O Grupo Zahran possui relevância estratégica no setor de comunicação, exercendo influência direta no mercado televisivo regional por meio de emissoras afiliadas à maior rede de televisão do país. A inclusão de herdeiros da família entre os alvos de uma operação policial amplia significativamente a dimensão institucional do caso e projeta reflexos que vão além da esfera individual, atingindo simbolicamente um dos pilares históricos da comunicação no Centro-Oeste.
Segundo as informações divulgadas, a operação tem como objetivo reunir provas, documentos e possíveis evidências relacionadas a movimentações financeiras consideradas suspeitas no âmbito da investigação.
O cumprimento de mandados judiciais representa uma fase técnica do procedimento investigativo e não implica, por si só, reconhecimento de culpa, sendo assegurados aos investigados todos os direitos constitucionais, incluindo a presunção de inocência, o contraditório e a ampla defesa.
A Operação Castelo de Cartas faz parte de um conjunto de ações voltadas ao combate de estruturas financeiras consideradas complexas, que, segundo autoridades, podem envolver mecanismos sofisticados de movimentação patrimonial e gestão de ativos sob análise judicial.
O caso permanece em investigação, e novas fases da operação não estão descartadas pelas autoridades.