Polícia

DJ e mais cinco são presos em operação contra tráfico de drogas em festas eletrônicas em MT

Denarc deflagra duas operações no mesmo dia e mira rede criminosa que usava eventos para vender ecstasy, LSD e cocaína

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 06/03/2026
DJ e mais cinco são presos em operação contra tráfico de drogas em festas eletrônicas em MT
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – polo Cuiabá, e foram cumpridas simultaneamente nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta | PC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), duas operações contra o tráfico de drogas sintéticas que atuava em festas eletrônicas na região metropolitana de Cuiabá. As ações resultaram na prisão de suspeitos, entre eles um DJ apontado como organizador de eventos usados como fachada para a comercialização de entorpecentes.

A primeira ação, denominada Operação Last Loop, foi coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e cumpriu 12 ordens judiciais, sendo seis mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão.

As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias – polo Cuiabá, e foram cumpridas simultaneamente nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Alta Floresta.

Entre os alvos está um DJ que atuava como organizador de festas eletrônicas e que, segundo as investigações, criava um ambiente favorável para a comercialização de drogas sintéticas como MDMA (ecstasy), LSD, derivados de cannabis e cocaína.

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Durante o cumprimento dos mandados, os policiais realizaram prisões em flagrante e apreenderam drogas e armas de fogo.

De acordo com a Polícia Civil, dois investigados já estavam presos por outros crimes e tiveram novos mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça.

As investigações apontaram que o grupo criminoso utilizava deliberadamente o ambiente das festas eletrônicas para ampliar a venda de drogas. Segundo a polícia, os suspeitos atuavam de forma organizada e contínua na distribuição de entorpecentes.

Para dificultar o rastreamento financeiro, os pagamentos eram realizados principalmente por transferências via Pix, utilizando contas de empresas ou de terceiros, conhecidos como “laranjas”.

Além do tráfico de drogas, os investigados também são suspeitos de negociar ilegalmente armas de fogo, o que ampliou a gravidade das acusações.

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O delegado responsável pela investigação, Eduardo Ribeiro, destacou que o grupo apresentava um alto nível de organização.

“A estratégia evidencia o nível de organização da quadrilha, que agia de forma estruturada e contínua”, afirmou.

O nome Last Loop faz referência a um termo utilizado por DJs para indicar a última repetição de uma faixa musical antes do encerramento da apresentação.

Segundo a polícia, a escolha do nome simboliza o momento final da atuação da quadrilha nas festas eletrônicas.

Ainda nesta sexta-feira, a Polícia Civil também deflagrou a Operação Convergência, que cumpriu nove ordens judiciais contra outra rede criminosa investigada por tráfico e distribuição de drogas sintéticas.

A ação ocorreu nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Sinop, com cinco mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Criminal da Comarca de Várzea Grande.

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As investigações tiveram início em abril do ano passado, após a prisão em flagrante de dois suspeitos em Várzea Grande com porções de cocaína, LSD, maconha, ecstasy e MDMA, além de 12 munições.

Segundo a Polícia Civil, as duas operações fazem parte do planejamento estratégico de combate às facções criminosas em Mato Grosso dentro da Operação Pharus, inserida no programa estadual Tolerância Zero.