Polícia

Veja Fotos: Operação mira patrimônio milionário de facção ligada a “Dandão” em MT

Polícia Civil de Mato Grosso apreende imóveis e carros de luxo usados em esquema de lavagem de dinheiro

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 10/03/2026
Veja Fotos: Operação mira patrimônio milionário de facção ligada a “Dandão” em MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã de terça-feira (10) a Operação Arpão, com o objetivo de desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro | PC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã de terça-feira (10) a Operação Arpão, com o objetivo de desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado a uma facção criminosa que atua no Estado.

Ao todo, foram expedidas 18 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão, medidas cautelares diversas da prisão e sequestro de imóveis e veículos de alto padrão supostamente utilizados pelo grupo criminoso.

null

As ordens foram determinadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá e são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Barão de Melgaço.

Segundo as investigações, o grupo está diretamente ligado ao criminoso Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dandão”, apontado como uma das lideranças da facção Comando Vermelho em Mato Grosso. Ele está preso desde agosto de 2025.

O principal alvo da operação é W.A.F., conhecido como “Tubarão”, que seria braço financeiro do grupo criminoso e possui vínculo familiar com “Dandão”.

null

De acordo com a polícia, ele seria responsável por gerenciar e ocultar recursos provenientes de atividades ilícitas, utilizando diferentes mecanismos para lavar o dinheiro.

Entre as estratégias identificadas pelos investigadores estão: registro de bens em nome de terceiros (“laranjas”); movimentações financeiras fracionadas; depósitos em espécie e uso de familiares para ocultar patrimônio.

null

Segundo a investigação, esposas, parentes e pessoas próximas apareciam como proprietários formais de veículos e imóveis de luxo, embora os bens fossem utilizados diretamente pelos integrantes da organização criminosa.

Alguns desses patrimônios são avaliados em mais de R$ 500 mil, valor considerado incompatível com a renda declarada pelos investigados.

A polícia identificou que a compra de bens de alto valor era utilizada como forma de transformar dinheiro ilícito em patrimônio aparentemente legal.

null

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais também buscam: documentos financeiros, celulares e computadores, registros bancários e comprovantes de aquisição de bens

O objetivo é mapear toda a estrutura financeira da organização criminosa e identificar os crimes antecedentes que teriam gerado os recursos utilizados nas aquisições.

null

Segundo o delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, responsável pela investigação, as medidas judiciais buscam impedir que os investigados ocultem ou transfiram os bens.