Polícia
Veja Fotos: Sobrinho de “Dandão” e mais três são presos em operação contra núcleo financeiro de facção em Cuiabá
Polícia Civil de Mato Grosso desarticula esquema que usava contas de “laranjas” para movimentar dinheiro do crime
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã de terça-feira (10) a Operação Retirada, que resultou na prisão de quatro pessoas ligadas ao núcleo financeiro de uma facção criminosa com atuação em Mato Grosso.
Entre os presos está um sobrinho de Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, o “Dandão”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho no estado.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá e incluem: 4 mandados de prisão, 4 mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos bancários e sequestro de veículos
Todas as medidas estão sendo cumpridas em Cuiabá.

As investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) apontaram que os investigados atuavam no setor financeiro da facção, responsável por movimentar e ocultar valores provenientes de diversas atividades criminosas.
Entre os crimes investigados estão: tráfico de drogas, estelionato e golpes, jogos ilegais e lavagem de dinheiro
Segundo a polícia, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros — conhecidos como “laranjas” — para receber valores ilícitos.
Após os depósitos, os investigados realizavam saques em sequência e transferências bancárias, estratégia utilizada para dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.
A investigação identificou um esquema estruturado com integrantes responsáveis por diferentes funções dentro da organização.

Dois dos investigados atuavam como “sacadores”, responsáveis por: providenciar contas bancárias de terceiros, coordenar movimentações financeiras, realizar saques e transferências e distribuir os valores entre os envolvidos.
Outro integrante atuava como executor operacional, realizando saques em espécie, entrega de dinheiro e pagamentos sob orientação do grupo criminoso.
Segundo os investigadores, algumas contas funcionavam como verdadeiro “caixa” da facção, recebendo depósitos e repassando valores destinados à organização criminosa.
O delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, responsável pelas investigações, destacou que a operação tem foco no enfraquecimento da estrutura financeira das organizações criminosas.
“O núcleo financeiro desarticulado na operação era responsável pela sustentação das atividades criminosas, permitindo ocultar e fazer circular os recursos ilícitos que financiavam a atuação da facção”, afirmou.

O nome Operação Retirada faz referência à atuação dos chamados “sacadores”, responsáveis por retirar dinheiro das contas de laranjas e redistribuir os valores entre integrantes da facção criminosa.
A operação conta com apoio de diversas unidades especializadas da Polícia Civil, incluindo delegacias da região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande.
A ação também integra os trabalhos da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne forças de segurança de todo o país para combater o crime organizado.