Polícia

Operação mira facção que controlava áreas e impunha regras em Cuiabá e Várzea Grande

Grupo criminoso é investigado por tentar estabelecer poder paralelo em bairros da região metropolitana, com divisão de tarefas, controle territorial e imposição de normas próprias, segundo a Polícia Civil

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 31/03/2026
Operação mira facção que controlava áreas e impunha regras em Cuiabá e Várzea Grande
Batizada de Operação Ruptura CPX, a ação tem como foco desarticular um grupo apontado pelas investigações como altamente estruturado | PC-MT

Uma organização criminosa suspeita de impor regras próprias e tentar dominar territórios em bairros de Cuiabá e Várzea Grande virou alvo de uma grande operação da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (31).

Batizada de Operação Ruptura CPX, a ação tem como foco desarticular um grupo apontado pelas investigações como altamente estruturado, com atuação em diversos crimes e forte influência em comunidades da região metropolitana.

Ao todo, estão sendo cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, com ordens judiciais executadas em Cuiabá, Várzea Grande e também no estado de São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo não se limitava à prática de crimes como tráfico de drogas, roubos e furtos. As investigações indicam que os integrantes buscavam consolidar domínio territorial e influência social, estabelecendo regras próprias dentro das comunidades.

Entre os pontos apurados, está a atuação no Complexo Residencial Isabel Campos (CPX) e bairros adjacentes, onde haveria: controle da circulação de pessoas, monitoramento de atividades ilícitas, organização por áreas com responsáveis definidos, imposição de normas internas com possíveis punições.

null

A dinâmica, segundo os investigadores, aponta para uma tentativa clara de estruturação de um sistema paralelo de poder.

As apurações, conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), revelaram uma organização com características hierarquizadas.

O grupo é suspeito de atuar em: furtos de defensivos agrícolas, roubos de veículos, furto de armas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

Além disso, os investigados utilizariam contas bancárias de terceiros para ocultar a origem ilícita dos valores obtidos com as atividades criminosas.

Entre os alvos da operação está um investigado identificado pelas iniciais O.G.N.C., conhecido na cena musical local.

Segundo a polícia, ele é suspeito de manter contato com integrantes da facção e de atuar na divulgação de conteúdos que reforçariam a imagem do grupo criminoso, além de, supostamente, prestar apoio logístico, como a disponibilização de locais para ocultação de veículos de origem ilícita.

As investigações tiveram início após a análise de materiais apreendidos em um flagrante relacionado a furto e receptação de defensivos agrícolas. A partir disso, os policiais identificaram a existência de uma estrutura criminosa mais ampla e organizada.

null

De acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos no inquérito demonstram que o grupo atuava de forma coordenada, com divisão de tarefas e estratégias voltadas à expansão de sua influência em bairros da Grande Cuiabá.

A Polícia Civil não informou o nome da facção investigada. O caso segue em apuração.