Concretamente, não existe mais o fenômeno que as pesquisas eleitorais registravam nos últimos meses.
Escondido em um discurso de isolamento e em seu exílio político no sétimo andar do Palácio Paiaguás, da Prefeitura de Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro sucumbiu-se de seu próprio veneno.
Não existe mais o protagonista.
O que se vê é um combalido guerreiro que baixou o moral da tropa e não avançou nenhum centímetro no terreno do adversário.
Na amanhã de sábado, 12, Pinheiro reuniu parte de seu colaboradores mais próximos e decidir que irá realmente ‘jogar a toalha’.
Um dos principais motivos: o alto índice de rejeição de seu nome no -projeto de reeleição.
Além disso, a decisão feita pelo Juiz Federal da 5 ª Vara Federal de Mato Grosso, Jeferson Schneider, ocorrido no início da noite de sexta feira, 11, que o tornou ré na propina paga pelo ex-governador Silval Barbosa, quando Pinheiro era Deputado.
Na ocasião, o prefeito foi gravado recebendo maços de dinheiro das mãos do ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa.
Emanuel recebeu a dinheirama e os colocou nos bolsos do seu paletó. Outra decisão que o afastará das urnas no próximo mês de novembro, é que ele dará suporte à candidatura de seu filho, Emanuelzinho, que fará convenção na segunda feira, 14, para candidatar-se a prefeito de Várzea Grande.
Além de que, é inegável o crescimento de seus maiores adversários na corrida eleitoral, em todas as camadas sociais.
E o que se vê é um resultado surpreendente.
No campo geopolítico, o prefeito de Cuiabá perdeu seus maiores colaboradores e estrategistas. A campanha para as eleições municipais do próximo mês de Novembro não esquentou até agora, mas, já produziu a sua primeira vitima: Emanuel Pinheiro, prefeito de Cuiabá.
Com o alijamento de Emanuel, o comunicado oficial deve ocorrer a qualquer momento e trará um novo ‘norte’ na corrida eleitoral.