Brasil
Farmacêutica fecha acordo com russos para receber 10 milhões de doses da Sputnik
A União Química e o Fundo Russo de Investimento Direto fecharam acordo nesta quarta-feira (13) para a farmacêutica brasileira fornecer ao Brasil 10 milhões de doses da vacina Sputnik V no primeiro trimestre deste ano
13/01/2021
Cooperação
Durante o encontro, Kirill Dmitriev, CEO do fundo russo, e o presidente da União Química, Fernando de Castro Marques, também discutiram a cooperação Rússia-Brasil como parte do grupo de Estados que fazem parte dos BRICS, grupo de países de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “A ideia é criar uma força-tarefa para combater a Covid-19 e cooperar com as vacinas”, diz o comunicado. A Sputnik V foi a primeira vacina contra a Covid-19 a ser registrada no mundo, em agosto de 2020. Segundo informações divulgadas pela Rússia, a eficácia do imunizante é de 91%, mas não foram divulgados os detalhes dos estudos, que ainda não foram publicados nem revisados pela comunidade científica internacional. A vacina deve ser administrada em duas doses, com intervalo de 21 dias. Cada dose custa US$ 10 (aproximadamente R$ 53). O Ministério da Saúde não comentou especificamente sobre a Sputnik, mas tem informado que todas as vacinas que tiverem sua segurança e eficácia comprovadas e o registro na Anvisa serão adquiridas pelo governo brasileiro e inseridas no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.Nota da Anvisa
Em nota, a Anvisa afirmou que o pedido de autorização de estudo clínico da vacina Sputnik foi feito pelo laboratório União Química no dia 29 de dezembro. "A Anvisa já realizou a análise do pedido e identificou a necessidade de que o laboratório complementasse as informações enviadas para que a análise técnica da agência possa ser concluída. Ou seja, o pedido está em exigência aguardando documentos faltantes." Segundo a agência, "qualquer solicitação de importação será analisada pela Anvisa no momento em que tivermos este pedido, já que faz parte da rotina da agência". A Anvisa ressaltou ainda que "qualquer aplicação de vacina em estudo só pode ser iniciada após autorização da Anvisa. Da mesma forma, qualquer uso fora da pesquisa só pode ser feito após a autorização da Anvisa".Mais lidas
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