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Após ataques russos, Casa Branca diz que "matança infelizmente continuará"
Porta-voz do governo Trump voltou a mencionar esforços para pôr fim ao conflito no leste europeu

Após novos ataques russos contra a Ucrânia nesta quinta-feira (28), a Casa Branca disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ficou feliz com a ofensiva de Moscou, "mas também não ficou surpreendido".
"O presidente continua a observar isto atentamente e esta matança, infelizmente, continuará enquanto a guerra continuar, razão pela qual o presidente quer que ela termine. E é por isso que ele trabalhou mais do que qualquer outra pessoa para acabar com esta guerra, que nunca teria começado se ele fosse presidente", disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Durante uma coletiva de imprensa, Leavitt também comentou os ataques ucranianos às instalações russas:
"A Rússia lançou este ataque a Kiev e, da mesma forma, a Ucrânia recentemente desferiu um golpe nas refinarias de petróleo da Rússia. Eles, de fato, eliminaram 20% da capacidade de refinação de petróleo da Rússia ao longo dos seus ataques durante o mês de agosto".
Em resposta à ofensiva russa, o líder ucraniano, Volodymyr Zelensky disse no X que a "Rússia escolhe a balística em vez da mesa de negociações", e pediu novas sanções à Rússia. "Ela escolhe continuar matando em vez de acabar com a guerra."
Pelo menos 23 pessoas morreram na capital, informou Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev, no Telegram. Às 23h (20h GMT), os esforços de resgate ainda estavam em andamento.
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A Rússia iniciou a invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022 e detém atualmente cerca de um quinto do território do país vizinho.
Ainda em 2022, o presidente russo, Vladimir Putin, decretou a anexação de quatro regiões ucranianas: Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. Os russos avançam lentamente pelo leste e Moscou não dá sinais de abandonar seus principais objetivos de guerra.
Enquanto isso, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, pressiona por um acordo de paz. A Ucrânia tem realizado ataques cada vez mais ousados dentro da Rússia e diz que as operações visam destruir infraestrutura essencial do Exército russo.
O governo de Putin, por sua vez, intensificou os ataques aéreos, incluindo ofensivas com drones. Os dois lados negam ter como alvo civis, mas milhares morreram no conflito, a grande maioria deles ucranianos.
Acredita-se também que milhares de soldados morreram na linha de frente, mas nenhum dos lados divulga números de baixas militares.
Os Estados Unidos afirmam que 1,2 milhão de pessoas ficaram feridas ou mortas na guerra.