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Trump diz que é 'tarde demais' para conversar com o Irã
Governo iraniano também dá demonstrações de que não quer voltar a negociar com Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que o Irã quer voltar a negociar um acordo nuclear, porém, segundo ele, "é tarde demais".
"A defesa aérea, a Força Aérea, a Marinha e a liderança deles acabaram. Eles querem conversar. Eu disse: 'Tarde demais!'", afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
A publicação de Trump, mais breve que o comum, ocorre no 4º dia da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, iniciada após bombardeios em Teerã que mataram o líder supremo Ali Khamenei e autoridades iranianas de alto escalão no sábado. Desde então, Irã tem retaliado contra Israel e países do Oriente Médio que abrigam bases norte-americanas.
O governo do Irã, no entanto, deu sinais públicos de que quer voltar às negociações com os EUA. Nesta terça-feira, o embaixador do Irã na ONU em Genebra, Ali Bahraini, afirmou à repórter da TV Globo Bianca Rothier que "por enquanto, estamos muito céticos quanto à utilidade de negociações".
Israel faz novos bombardeios em Beirute e em Teerã
"Agora, a única linguagem para dialogar com os Estados Unidos é a linguagem da defesa, por enquanto, estamos focados em defender nosso país. Não acho que seja o momento para qualquer tipo de negociação de nossa parte. Não houve nenhum contato entre o Irã e os Estados Unidos após o início da guerra e creio não ter havido sequer algum tipo de contato indireto", afirmou Bahraini.
A fala de Trump ocorre também um dia após ele ter dito disse na segunda-feira que a maior onda de ataques dos EUA contra o Irã ainda está por vir, e que ela poderia ocorrer em breve. O presidente norte-americano também defendeu a guerra contra o Irã e disse que prevê que o conflito dure entre quatro e cinco semanas.
Por outro lado, Trump admitiu mais cedo nesta terça-feira que os EUA "não estão onde gostariam" em relação à quantidade de armamentos de ponta que possuem em seu arsenal, contudo, o país teria estoques "praticamente ilimitados" de armamentos de médio e médio para alto alcances.
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Trump fala pela primeira vez de ataque ao Irã em 2 de março de 2026 — Foto: JIM WATSON / AFP
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Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.
Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, quase 800 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).
Os bastidores das ações de Israel contra a produção de armas atômicas no Irã
Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel, Irã e países do Golfo.
Os EUA informaram no domingo que seis militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".
"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

