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Ataque à ilha de Kharg dá controle sobre destino do Irã, diz Hegseth
Secretário de Defesa também disse que objetivos dos Estados Unidos não mudaram desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou nesta quinta-feira (19) que os ataques às instalações militares iranianas na ilha de Kharg dão aos EUA o controle sobre o destino do país.
“O Irã sabe que, ao atacar a Ilha de Kharg e atingir capacidades militares e cargas, que é o único alvo que atingimos, podemos confiscar qualquer coisa, absolutamente qualquer coisa", comentou em coletiva de imprensa.
"O destino desse país está nas mãos das forças armadas dos Estados Unidos. O Irã tem a capacidade de fazer as escolhas certas. Não deve, daqui para frente, atacar aliados árabes, países árabes, tentando criar a dor que eles mesmos criaram. Muito obrigado a todos. Agradeço. Obrigado pelo seu tempo", acrescentou.
Hegseth também disse que os objetivos dos Estados Unidos na guerra contra o Irã não mudaram desde o início dos ataques, em 28 de fevereiro.
As forças americanas já realizaram ataques contra 7.000 alvos dentro do Irã e atingiram mais de 40 navios lançadores de minas iranianos e 11 submarinos, segundo o Pentágono.
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Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam terem destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.200 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvos do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.