Polícia

PM suspeito de matar ex-policial se entrega à Polícia Civil em Sinop; caso ganha nova reviravolta

Policial militar da ativa alegou ter agido após ex-PM ameaçar empresário armado dentro de uma marmoraria. Polícia Civil investiga a dinâmica do confronto e a PM abriu procedimento administrativo

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 08/07/2026
PM suspeito de matar ex-policial se entrega à Polícia Civil em Sinop; caso ganha nova reviravolta
O caso ocorreu na manhã desta quarta-feira, dentro de uma marmoraria localizada em Sinop | Divulgação

O policial militar da ativa apontado como autor dos disparos que mataram o ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa se apresentou espontaneamente à Polícia Civil na tarde desta quarta-feira (8), em Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá. O agente permanece à disposição das autoridades para prestar depoimento e colaborar com as investigações.

Em nota oficial, a Polícia Militar informou que, paralelamente ao inquérito instaurado pela Polícia Civil, o 3º Comando Regional determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar todas as circunstâncias da ocorrência. A corporação também destacou que não compactua com atos de violência ou qualquer prática criminosa envolvendo seus integrantes.

O caso ocorreu na manhã desta quarta-feira, dentro de uma marmoraria localizada em Sinop.

Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, Ednilton Rafael Santos Costa teria ido ao estabelecimento comercial com a intenção de matar o proprietário da empresa. Conforme a corporação, o empresário já vinha sendo ameaçado anteriormente e, diante da situação, pediu ajuda a um amigo, policial militar da ativa.

Ainda de acordo com a versão apresentada pela PM, ao chegar ao local, o policial encontrou o ex-PM armado e ameaçando o empresário com uma arma de fogo em punho. Diante da suposta ameaça iminente, o militar efetuou os disparos.

Ednilton foi atingido, principalmente na região da cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.

A Polícia Civil instaurou inquérito para esclarecer a dinâmica da ocorrência e verificar se a ação do policial militar ocorreu dentro dos limites da legítima defesa ou se houve eventual excesso.

Perícias técnicas foram realizadas no local, armas deverão passar por exames periciais e testemunhas serão ouvidas nos próximos dias.

O procedimento administrativo instaurado pela Polícia Militar irá apurar a conduta funcional do policial, independentemente da investigação criminal conduzida pela Polícia Civil.

As circunstâncias do caso ainda serão analisadas pelas autoridades, e a responsabilidade penal do policial dependerá da conclusão das investigações, respeitando-se o devido processo legal e a presunção de inocência.