Polícia
Ex-PM é morto com tiros de fuzil na cabeça ao tentar executar empresário em Sinop, aponta polícia
Investigação preliminar indica que ex-militar, expulso da corporação e apontado como integrante de facção criminosa, teria invadido empresa armado para matar o proprietário, mas foi baleado por um policial militar que fazia a segurança do local
O ex-policial militar Enilton Costa morreu após ser atingido por disparos de fuzil, incluindo um tiro na cabeça, na manhã de quarta-feira (8), na entrada de uma marmoraria localizada no bairro Jardim Terra Rica, em Sinop, a cerca de 500 quilômetros de Cuiabá. O autor dos disparos seria um cabo da Polícia Militar que prestava apoio ao empresário, alvo de supostas ameaças.
De acordo com as informações preliminares apuradas pela Polícia Civil e pela Polícia Militar, Enilton teria ido até a empresa com a intenção de assassinar o proprietário do estabelecimento. Segundo as investigações iniciais, o empresário vinha sofrendo ameaças e, por isso, pediu que um amigo, policial militar, permanecesse no local para garantir sua segurança.
Ainda conforme a versão preliminar das autoridades, o policial percebeu o momento em que o ex-militar chegou armado e passou a ameaçar o empresário. Diante da situação, efetuou disparos de fuzil contra Enilton, que foi atingido várias vezes e morreu antes da chegada do socorro.
O Corpo de Bombeiros apenas constatou o óbito. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
Durante a perícia, foram encontradas cinco cápsulas de fuzil no interior do escritório da empresa. Segundo um dos peritos que esteve no local, os vestígios indicam que o atirador estava dentro do imóvel e efetuou os disparos assim que Enilton chegou.
Ao lado do corpo, os peritos apreenderam uma arma de fogo que estaria com a vítima. As imagens das câmeras de segurança da empresa deverão ser analisadas para esclarecer toda a dinâmica da ocorrência.

Segundo a Polícia Militar, Enilton era ex-integrante da corporação e foi excluído dos quadros da instituição após suposto envolvimento com atividades criminosas. As investigações apontam que ele seria ligado ao Comando Vermelho e atuaria como cobrador da organização criminosa.
A defesa do policial militar informou que ele irá se apresentar espontaneamente à Polícia Civil, acompanhado pela própria Polícia Militar, para prestar depoimento e esclarecer as circunstâncias do caso.
A Polícia Civil instaurou inquérito e reforçou que todas as informações divulgadas até o momento são preliminares. A principal linha de investigação é a de que o policial tenha agido em legítima defesa de terceiro, hipótese que será confirmada ou descartada após a conclusão das diligências, perícias e análise das imagens de segurança.