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Artemis II deixa órbita da Terra após manobra; cápsula segue agora para a Lua
Nave da Nasa realizou na noite desta quinta (2) acionamento de motor que colocou a missão na trajetória do satélite; essa é a 1ª vez desde 1972 que astronautas deixam a órbita terrestre rumo ao satélite
A cápsula Orion, da missão Artemis II, executou com sucesso na noite desta quinta-feira (2) uma queima de motor considerada decisiva para colocar sua tripulação em rota para a Lua.
A manobra, chamada de injeção translunar, é a etapa que tira a nave da órbita da Terra e a lança em direção ao espaço profundo.
Antes da operação, a equipe de gerenciamento da missão já havia dado sinal verde para a queima, mas a decisão final ainda dependia dos controladores de voo no Centro Espacial Johnson, em Houston, nos Estados Unidos.
A Nasa só autorizou a manobra depois de confirmar que a cápsula e os sistemas de bordo estavam funcionando como esperado.
Segundo a agência espacial, esse foi o último grande acionamento de motor de toda a missão.
É ele que coloca a Orion na chamada trajetória de retorno livre, um caminho que leva a nave até a Lua e depois a traz de volta à Terra usando a gravidade lunar.
“A manobra de injeção translunar foi concluída com sucesso. A tripulação da Artemis II está oficialmente a caminho da Lua", disse o chefe da NASA, Jared Isaacman.
Logo após a operação, a tripulação relatou estar bem e animada com o avanço da missão. Segundo a Nasa, a nave já está a cerca de 1.600 km da Terra.
“Estamos nos sentindo muito bem aqui, a caminho da Lua”, disse o astronauta canadense Jeremy Hansen, o primeiro não americano a participar de uma missão desse tipo.
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Como será a trajetória da missão. — Foto: Alberto Corrêa/Arte g1
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Com a rota definida, a tripulação seguirá agora em direção à Lua testando sistemas críticos de suporte de vida, comunicação e navegação fora do alcance de satélites terrestres.
Este é o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre em mais de cinco décadas. A última vez que isso aconteceu foi em 1972, com a missão Apollo 17.
O objetivo é testar sistemas da nave com astronautas a bordo, em um voo de cerca de 10 dias que dará a volta na Lua antes de retornar à Terra.
A missão Artemis II, contudo, NÃO prevê pouso na superfície lunar.
No final do dia 5 de abril, a Orion entra na esfera de influência gravitacional da Lua, o ponto em que a atração lunar passa a ser maior do que a terrestre.
O ponto alto da missão acontecerá somente no dia 6 de abril, quando a Orion passará a poucos milhares de quilômetros da superfície da Lua e os astronautas conseguirão observar o satélite pela janela.
Nesse momento, a nave também cruza o lado oculto da Lua e fica sem comunicação com a Terra por cerca de 30 a 50 minutos.
Após o sobrevoo, a missão entra na fase de retorno. A própria gravidade da Lua vai ajudar a trazer a nave de volta.
O encerramento da missão está previsto para 10 de abril, quando a cápsula vai entrar na atmosfera da Terra em altíssima velocidade e pousar no Oceano Pacífico, onde será resgatada.
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A Terra vista da cápsula Orion da missão Artemis II. — Foto: Reprodução