Polícia
A honestidade que deveria existir por longo vintes anos no ‘seio’ do Tribunal de Contas de Mato Grosso(TCE/MT) foi substituta pela cultura da corrupção.
E ela foi protagonizado pelos conselheiros afastados Antônio Joaquim, Valter Albano, José Carlos Novelli, Sérgio Ricardo e Waldir Júlio Teis.
Esse último foi preso na quarta feira, 1º, pela Polícia Federal, em Cuiabá.
Nos últimos dez anos, os cincos que envergonharam o órgão nacionalmente, apresentaram características muito especiais na arte de furtar, e na arte de corromper.
Negócios ilegais, desvios, propinas, gravações clandestinas, favorecimento, lobbies, extorsão e grampos.
Essas foram as ações espúrias feitas pelos conselheiros que conseguiram engrenagem um audacioso projeto de Tecnologia da Informação no órgão e desviaram R$ 212.402.631,49 milhões.
Os jornalistas Pedro Ribeiro do Página 12 em parceria com Laerte Lannes do O Mato Grosso iniciou nos últimos cinco anos uma série de reportagens sobre a corrupção no TCE.
Tema recorrente no noticiário policial e político, os casos de irregularidades envolvendo dinheiro público mostravam que a “praga” parecia não ter fim.
Nas duas últimas semanas, os jornalistas tiveram acesso a um bem elaborado relatório – ainda não conclusivo – feito por analistas e técnicos do Tribunal de Contas de Mato Grosso(TCE/MT) sob a coordenação da conselheira substituta do TCE, Jaqueline Maria Jacobsen Marques, e que mostra o pagamento para treze empresas que apresentaram softwares de baixa qualidade e incompatível com os valores de mercado, na época.
As empresas gerenciavam o sistema, que já existia e já havia sido criado pela MTI do governo, antiga Cepromat.
O relatório entregue para a conselheira substituta foi feito pelos Auditores Públicos Externos Alan Fernandes Pimenta e Edmar Cláudio Marangon e ainda pelos técnicos Alan Fernandes Pimenta, Simone Aparecida Pelegrini e Francis Bortoluzzi, e constatou o superfaturamentos pagos para treze empresas no valor estratosférico de R$ 137.076.812,05 milhões.
As empresas benefeciuadas são: Ábaco Tecnologia da Informação Ltda, Spazio Digital Soluções em TI e Digitalização, Simetrya Tecnologia da Informação Ltda, Complexx Tecnologia Ltda, Serprel Comércio de Produtos de Informática Ltda, JFTC Teleinformática Ltda – ME, Impar Gestão e Soluções, Allen Rio Serv. e Com. de Prod. de Informática Ltda, Travessia Desenvolvimento Organizacional Ltda, Tecnomapas Ltda, Gendoc, Prixx Tecnologia da Informática Sistemas e Empreendimentos LTDA e o Consórcio Simaker (Consórcio entre as empresas Simetrya e Aker) Todas elas receberam valores acima de suas capacidades financeiras.
O Página 12 assim como o Mato Grosso continuará abordar os mecanismos da corrupção, as causas e consequências dos escândalos, os meios de fiscalização e a discussão sobre as ideias e ações que a Policia Federal, o Ministério Publico Federal e o Gaeco precisam adotar para acabar, ou ao menos reduzir, com a sangria de verbas públicas e a devolução dos valores.
Veja o relatório na integra
INFORMACAO_TECNICA_373109_2018_01.PDF-2 TCE