Polícia

Operação Quimera expõe “QG do golpe” em salão de beleza de Cuiabá

Polícia Civil desmonta grupo de mulheres suspeitas de aplicar fraudes milionárias pela internet

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 27/02/2026
Operação Quimera expõe “QG do golpe” em salão de beleza de Cuiabá
Uma operação policial revelou um cenário que mistura estética e estelionato. A Operação Quimera, deflagrada na sexta-feira (27), desarticulou um grupo de mulheres suspeitas de aplicar golpes | PC-MT

Uma operação policial revelou um cenário que mistura estética e estelionato. A Operação Quimera, deflagrada na sexta-feira (27), desarticulou um grupo de mulheres suspeitas de aplicar golpes pela internet e lavar dinheiro a partir de um salão de beleza em Cuiabá.

A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil do Distrito Federal, responsável pelas investigações conduzidas pela 38ª Delegacia do DF.

Foram cumpridos: 4 mandados de prisão e 5 mandados de busca e apreensão

As ordens judiciais foram executadas pela Gerência Estadual de Polinter e Capturas.

Segundo as investigações, os acessos utilizados nas fraudes partiam diretamente de um salão de beleza na Capital mato-grossense, apontado como base do grupo criminoso.

Entre os alvos estão: a proprietária do salão, o titular da internet fixa do local e integrantes responsáveis por receber e redistribuir valores.

Uma das investigadas possuía 56 chaves Pix cadastradas, sendo 39 consideradas aleatórias, além de antecedentes por estelionato.
Outra suspeita registrou movimentação superior a R$ 240 mil em curto período, indicativo de lavagem de dinheiro.

O caso que deu origem à investigação começou no Distrito Federal.
Uma vítima perdeu mais de R$ 76 mil ao tentar comprar um Mercedes-Benz anunciado na internet.

A criminosa utilizou nome falso e aplicou o chamado “golpe do intermediário”, modalidade comum em plataformas como: OLX, facebook e mercado Livre

Nesse tipo de fraude, o golpista se coloca entre vendedor e comprador legítimos, manipula as informações e direciona o pagamento para contas ligadas ao esquema.

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A primeira “conteira” identificada recebeu integralmente o valor da vítima e redistribuiu a quantia no mesmo dia para outras integrantes.

As apurações indicam: uso de linhas telefônicas habilitadas com dados falsos, pix pulverizado entre várias contas, histórico criminal anterior de integrantes, operação interestadual com vítimas em vários estados

A Polícia Civil aponta indícios claros de organização criminosa estruturada e especializada em fraudes digitais.

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