Polícia

Polícia Civil mira universitários suspeitos de tráfico de drogas em Cuiabá e Várzea Grande

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc)

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM PC-MT 04/03/2026
Polícia Civil mira universitários suspeitos de tráfico de drogas em Cuiabá e Várzea Grande
De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizavam a própria condição de estudantes universitários para dissimular as atividades ilícitas | PC-MT

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de quarta-feira (4), a Operação Paradoxo, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso formado por universitários suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas na região metropolitana de Cuiabá.

Ao todo, são cumpridas 15 ordens judiciais, sendo sete mandados de prisão e oito mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias de Cuiabá. As ações ocorrem simultaneamente nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc), que identificou a existência de um grupo criminoso estruturado e estável responsável pela comercialização de entorpecentes na região.

De acordo com a Polícia Civil, os investigados utilizavam a própria condição de estudantes universitários para dissimular as atividades ilícitas e ampliar a rede de distribuição de drogas, especialmente em ambientes ligados ao meio acadêmico.

Investigação

As apurações tiveram início após policiais da Denarc identificarem movimentações suspeitas de comércio de drogas em festas universitárias realizadas na região metropolitana.

Durante a investigação, foi constatado que o grupo possuía divisão de tarefas entre os integrantes, além do uso de aplicativos de mensagens para negociação e organização da distribuição de entorpecentes, principalmente drogas sintéticas e outras substâncias ilícitas.

Segundo a polícia, o esquema contava com integrantes atuando tanto em Cuiabá quanto em Várzea Grande, demonstrando articulação entre os membros para ampliar o alcance do tráfico na região.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, previstos nos artigos 33 e 35 da Lei nº 11.343/2006.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam com a análise do material apreendido durante a operação, não sendo descartadas novas fases da investigação.

Origem do nome da operação

O nome “Paradoxo” faz referência ao contraste entre a formação acadêmica — tradicionalmente associada ao desenvolvimento intelectual e profissional — e o envolvimento de estudantes em atividades criminosas estruturadas ligadas ao tráfico de drogas.