Política
PF debate com AGU recurso à nova decisão de Toffoli sobre Master
Delegados veem risco para andamento das investigações
O diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, debatem a possibilidade de apresentar um recurso à decisão do ministro Dias Toffoli de designar peritos específicos para trabalhar no material apreendido nesta semana, na segunda fase da operação contra o Banco Master.
A avaliação interna na PF é de que a decisão é “estranha”, “arbitrária” e, mais do que isso, atrasa as investigações, uma vez que os peritos designados por Toffoli não têm qualquer relação com a apuração, que tem um alto volume de dados colhidos ao longo de meses de investigação.
A cúpula da PF não contesta a qualidade e o profissionalismo dos indicados, embora avalie que a falta de intimidade deles com a investigação prejudica o andamento dos trabalhos.
Integrantes da PF também relataram à CNN Brasil incômodo com o fato de terem sabido pela imprensa da nova decisão de Toffoli — a terceira em 24 horas — sobre a perícia no material apreendido na operação.
O ministro primeiro determinou que ele ficasse sob custódia de seu gabinete, depois que fosse analisado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e, por fim, que ficasse a cargo de peritos determinados por ele.
A leitura no órgão é de que se trata de uma ingerência no trabalho da PF, porque se trata de uma carreira específica dentro da instituição, e cabe a ela apontar os profissionais que irão fazer a perícia.