Política
Troca no INSS expõe crise e reforça impacto das revelações da CPMI, diz Coronel Fernanda
Para a parlamentar, substituição no instituto é consequência da pressão gerada pelas investigações
A troca no comando do INSS, anunciada pelo governo federal nesta segunda-feira (13), foi vista pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) como reflexo direto das revelações da CPMI que investiga irregularidades no órgão.
A servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira assume a presidência do instituto no lugar de Gilberto Waller, que esteve à frente da autarquia por 11 meses. Segundo o Ministério da Previdência, ela terá como missão acelerar a análise de benefícios e reduzir a fila de atendimentos.
Para a parlamentar, no entanto, a mudança não pode ser vista como um fato isolado. Ela avalia que a substituição ocorre após uma sequência de fatos que vieram à tona durante as investigações no Congresso.
“A troca não acontece por acaso. Ela vem depois de tudo o que foi exposto na CPMI. O próprio presidente reconheceu, em depoimento, que havia sinais claros de que algo não estava funcionando como deveria”, afirmou.
Waller foi ouvido pela CPMI do INSS e, durante a oitiva, admitiu que o órgão já registrava aumento de reclamações e indícios de irregularidades, o que, na avaliação da deputada, reforça que os problemas eram conhecidos antes de ganharem repercussão pública.
Coronel Fernanda sustenta que a atuação da comissão foi determinante para pressionar o governo e expor fragilidades na gestão do sistema previdenciário. “Foram horas de depoimento, questionamentos duros e um trabalho que colocou o sistema sob escrutínio. A partir daí, começaram a surgir desdobramentos”, disse.
A deputada também aponta que novas informações podem aprofundar a crise dentro do INSS e atingir outros níveis da estrutura administrativa. Para ela, a discussão vai além de falhas operacionais.
“Não se trata apenas de gestão. É preciso entender quem tinha conhecimento do que estava acontecendo e por que não houve ação antes”, pontuou.
Para Coronel Fernanda, a mudança de comando representa um primeiro passo, mas não encerra o caso. “A verdade começou a aparecer, mas ainda há muito a ser esclarecido. A responsabilização precisa alcançar todos os envolvidos, independentemente de cargo”, concluiu.