Política
Derrota de Jayme pode abrir caminho para Júlio Campos virar vice de Pivetta
Se grupo dos Campos for derrotado na Federação União Progressista, bastidores apontam que ex-governador pode surgir como alternativa para manter espaço do União na chapa governista
A disputa interna do União Brasil pode produzir um desfecho completamente diferente daquele esperado pelos aliados do senador Jayme Campos. Mesmo que conquiste a maioria dos votos na convenção marcada para o próximo dia 30 de julho, a candidatura ao Governo de Mato Grosso ainda poderá esbarrar na Federação União Progressista (União Brasil/PP), onde, segundo avaliações de bastidores, o grupo político do ex-governador Mauro Mendes teria maioria para manter o apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Interlocutores que acompanham as negociações afirmam que Mauro Mendes reuniria quatro votos na instância deliberativa da Federação, enquanto Jayme Campos teria três, cenário que, se confirmado, dificultaria a consolidação da candidatura própria do senador.
Caso esse quadro prevaleça, a tendência é que o grupo político liderado por Jayme tenha de decidir entre romper com a aliança governista ou negociar participação no projeto de reeleição de Pivetta.
Júlio entra no radar para a vice
É justamente nesse contexto que o nome do deputado estadual Júlio Campos passa a ganhar força nos bastidores.
Na avaliação de lideranças políticas ouvidas reservadamente, uma eventual derrota do grupo de Jayme na Federação poderá abrir espaço para uma composição capaz de preservar o protagonismo da família Campos dentro da chapa majoritária.
Nesse cenário, Júlio Campos desponta como um dos nomes que poderiam ser considerados para a vaga de vice-governador, reunindo experiência administrativa, bom trânsito político e capacidade de diálogo com diferentes setores da base governista.
A composição também seria vista como uma forma de manter o União Brasil representado na chapa de Otaviano Pivetta, ao mesmo tempo em que evitaria um rompimento definitivo entre os grupos políticos.
Nos bastidores, a leitura é que a definição da vaga de vice poderá se transformar em uma das principais moedas de negociação após a convenção do União Brasil.
Se Jayme não conseguir transformar uma eventual vitória interna em candidatura efetiva, a discussão tende a migrar para a construção de um entendimento político.
Nesse contexto, Júlio Campos aparece como um nome capaz de unir experiência, tradição política e diálogo com diferentes correntes do grupo governista.Até o momento, não há anúncio oficial ou confirmação de negociação para que Júlio Campos seja candidato a vice-governador.
A possibilidade decorre das articulações políticas e das análises de bastidores sobre os desdobramentos de uma eventual derrota do grupo de Jayme na Federação União Progressista.