Política
Após confirmação de Flávio, Caiado e Zema, PT se prepara para lançar Lula: quem são os candidatos à Presidência nas eleições de 2026
chapa do PT é a última entre os maiores partidos que ainda não foi oficialmente confirmada, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializarem suas candidaturas à Presidência no último fim de semana
O Partido dos Trabalhadores vai lançar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição neste domingo (2/8) em São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) repetirá a dobradinha com Lula.
A chapa do PT é a última entre os maiores partidos que ainda não foi oficialmente confirmada, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializarem suas candidaturas à Presidência no último fim de semana, também em São Paulo.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou seu lançamento ao lado do presidente da Argentina, Javier Milei, mas isolado politicamente, sem um vice definido nem aliança partidária.
Nas estimativas de intenção de voto para presidente, Lula aparece à frente de Flávio no primeiro e no segundo turno no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil.
Por sua vez, Caiado encabeça uma chapa puro-sangue, com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, de vice.
Na segunda-feira (27/7), o Novo homologou em Brasília a candidatura do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que também ainda não definiu quem vai acompanhá-lo em sua chapa.
Na convenção estadual do Republicanos neste sábado (1/8), o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas foi lançado à reeleição, com aliados e a presença de Flávio Bolsonaro. "Amamos seu pai", afirmou o governador ao candidato do PL.
A covenção nacional do Republicanos ocorrerá na terça-feira (4/8), mas no Estado de São Paulo a sigla decidiu pelo apoio local à candidatura de Flávio Bolsonaro.
A federação União Progressista, formada pelos partidos União Brasil e Progressistas, e o MDB já decidiram pela neutralidade, liberando seus diretórios estaduais para realizarem seus apoios locais, e a tendência é que o Republicanos siga pelo mesmo caminho.
Renan Santos, cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL), foi o primeiro a oficializar sua candidatura à Presidência pelo Missão, na convenção do partido, criado por integrantes do próprio MBL, em 20 de julho, em formato online e sem transmissão ao vivo. Forma uma chapa pura com o ex-militar Aroldo Medina (Missão).
Mas neste sábado, o Missão realizou evento aberto à militância em São Paulo para confirmar o nome de Renan Santos.
Samara Martins, do UP, também já teve sua candidatura confirmada e tem a única chapa formada apenas por mulheres até agora, com a sindicalista Raquel Bricio (UP).
Hertz Dias e a vice, Vanessa Portugal, foram lançados na sexta-feira pelo PSTU, assim como Edmilson Costa e Cleusa Santos pelo PCB.
O PRTB oficializou a candidatura de Leonardo Alves de Araújo, o Leonardo Avalanche, em Goiânia na quarta-feira (28/7).
Ainda são pré-candidatos o psiquiatra Augusto Cury (Avante) e Cabo Daciolo (Mobiliza).
O Democracia Cristã (DC) vive um imbróglio jurídico envolvendo o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo, que se afirma como pré-candidato à revelia da sigla. A advogada Clariana Barão foi lançada como pré-candidata após a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa de concorrer pela sigla, mas ainda caberá uma decisão da Justiça a respeito.
O prazo para a realização das convenções partidárias vai até 5 de agosto, e os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até lá, novos candidatos podem surgir e outros podem desistir de disputar essa eleição.
O primeiro turno das eleições gerais deste ano está marcado para 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno, previsto para 25 de outubro.
Confira a seguir quem está na disputa pela Presidência oficialmente ou como pré-candidato:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Vice: Geraldo Alckmin (PSB)

Crédito,AFP via Getty Images
Durante a campanha eleitoral em 2022, Lula chegou a dizer que caso fosse eleito, seria "um presidente de um mandato só". Mas, nos últimos anos, o petista veio dando sinais de que poderia mudar de ideia.
Em 2025, durante um evento no Rio de Janeiro, Lula foi direto ao dizer que o país poderia "ter pela primeira vez um presidente eleito 4 vezes".
Meses depois, durante visita a Jacarta, capital da Indonésia, ele confirmou a jornalistas que iria concorrer a um quarto mandato.
Aos 80 anos, Lula disputará sua sétima eleição para presidente, sendo o candidato mais velho a concorrer em uma eleição presidencial no Brasil. Sua chapa, que será oficializada no próximo dia 2 em São Paulo, terá novamente Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
A confirmação da pré-candidatura foi feita no fim de março, durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, na qual foi oficializada a saída de 14 ministros do governo para se candidatarem ao pleito em outubro.
Além de atual vice-presidente, Alckmin chefia o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Ele foi exonerado dias depois do anúncio para poder concorrer novamente.
A legislação eleitoral prevê que ocupantes de cargos no Executivo, que pretendem disputar as eleições, deixem suas funções até seis meses antes do pleito. A exceção são os cargos de presidente e vice-presidente.
Flávio Bolsonaro (PL)
Vice: Indefinido.

Crédito,Allison Sales/NurPhoto via Getty Images
Isolado politicamente em meio a dificuldades em formar alianças e formar chapa com um candidato a vice, o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) lançou sua candidatura no último sábado (25/7).
Sem a presença de Michelle Bolsonaro e seus irmãos, Eduardo e Carlos Bolsonaro, Flávio contou com a eletrizante figura do presidente da Argentina, Javier Milei, para animar o público.
O candidato evocou o pai, preso em regime domiciliar, algumas vezes, prometendo que ele subirá a rampa do Planalto em 2027.
No palco, Flávio evocou Deus para ter força e coragem para "resgatar o Brasil", agradeceu à mulher, que estava de um lado, à mãe, Rogéria Bolsonaro, do outro, e disse que estava ali para "honrar todas as mães do Brasil".
Agradeceu a Michelle, que enviou um vídeo "abençoando" sua candidatura, após semanas de uma briga pública por meio das redes sociais, agradeceu ao pai e chorou. "Deus queira que nunca vocês tenham um pai perseguido como ele está sendo", disse.
Flávio Bolsonaro entrou na política em 2002, quando foi eleito para deputado estadual do Rio de Janeiro.
Na Assembleia Legislativa, ele exerceu quatro mandatos até se tornar senador da República em 2018, sendo reeleito em 2022.
A escolha de Flávio como candidato do PL ocorreu em dezembro, quando ele anunciou ter sido escolhido pelo pai para ser o candidato do PL a disputar a Presidência.
O anúncio foi feito após semanas de desentendimentos entre membros da família Bolsonaro e da oposição em torno de articulações sobre quem deveria liderar a direita bolsonarista.
Em pesquisas divulgadas em abril, o senador chegou a ultrapassar o presidente Lula. No entanto, pesquisas mais recentes indicaram queda nas intenções de voto após a divulgação de reportagem do The Intercept Brasil sobre pedidos de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.
No fim de julho, a posição do candidato é estável, com 34% das intenções de voto ante 40% de Lula.
Ronaldo Caiado (PSD)
Vice: Gilberto Kassab (PSD)

Crédito,Matheus Leite/BBC
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado foi oficializado candidato no último domingo (26/7) em evento em São Paulo. Com uma chapa puro sangue, tendo o presidente do PSD, Gilberto Kassab, de vice, Caiado tenta se firmar como o candidato "conciliador".
"Sou um candidato com coragem para libertar o País do sequestro do PT e das facções criminosas. Um candidato com vida pregressa que nunca se envolveu com rachadinha, mensalão, petrolão, escândalo do Master ou o das aposentadorias", afirmou ele no lançamento da sua candidatura.
"Eu vim com esse objetivo, de realmente pacificar o Brasil, ao anistiar todos, inclusive o ex-presidente. Eu estarei dando uma amostra que a partir dali eu vou cuidar das pessoas", disse, em março, quando se lançou pré-candidato.
O ex-governador de Goiás foi escolhido pelo PSD após disputar internamente a vaga com os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ratinho Júnior, do Paraná, que desistiu da disputa na semana anterior ao anúncio.
Horas antes de Kassab tornar pública a decisão do partido, Leite publicou um vídeo nas redes sociais afirmando estar "desencantado" com a decisão da sigla, e que a escolha por Caiado mantinha a "radicalização polarizada" no Brasil. Ainda assim, esteve presente no lançamento da candidatura no último domingo.
"Embora essa decisão desencante a mim, como a tantos outros brasileiros, pela forma como insistem em fazer política no nosso país, eu não vou discutir essa decisão", declarou Leite na época.
Político experiente com uma trajetória de mais de três décadas, passando pela Câmara dos Deputados e Senado, Ronaldo Caiado já havia lançado sua pré-candidatura em abril de 2025, mas por outro partido: União Brasil.
Na época, ele concedeu uma entrevista para a BBC News Brasil, em que criticou o PT, mas evitou falar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Meses depois, ele sofreu pressões internas para desistir da candidatura e se desfiliou do União. Em janeiro, ele se filiou ao PSD.
Apesar de ter apoiado Bolsonaro em 2018 e em 2022, Caiado se afastou do bolsonarismo durante a pandemia, por defender posições diferentes em relação ao isolamento social, e também ao repudiar os atos golpistas de 8 de janeiro, classificando o ocorrido, na época, como "inadmissível, inaceitável e condenável".
O candidato goiano é visto como um dos principais representantes políticos do "agro" e tem 5% das intenções de voto.
Em 1989, Caiado concorreu à cadeira do Palácio do Planalto e ficou em 10º lugar, com menos de 1% dos votos.
Romeu Zema (Novo)
Vice: Indefinido

Crédito,Bloomberg via Getty Images
No evento do Partido Novo que oficializou a candidatura de Romeu Zema, em Brasília, o ex-governador de Minas Gerais prometeu indulto a Bolsonaro, defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e citou o escândalo do Banco Master.
"Quero que o Brasil resolva injustiças cometidas em relação aos atos do 8 de Janeiro. Temos pessoas que não sabiam o que estavam fazendo e estão detidas. Se houve uma tentativa de golpe, que haja um julgamento imparcial, e não um julgamento político, como aconteceu", disse, na segunda-feira (27/7).
Com pouca expressão nas pesquisas eleitorais, Zema ainda não conseguiu encontrar um vice para sua chapa.
Em entrevista à BBC News Brasil em agosto, dias antes de se lançar como pré-candidato, ele admitiu ter afinidade em propostas com Jair Bolsonaro, mas disse que poderia não ter o apoio dele na eleição.
Tanto em 2018 quanto em 2022, Zema declarou apoio a Bolsonaro nas eleições presidenciais. O empresário mineiro estreou na política em 2018, quando disputou sua primeira eleição para o governo de Minas Gerais.
Ele venceu no segundo turno com mais de 70% dos votos válidos e se tornou o primeiro governador eleito pelo partido Novo. Foi reeleito em 2022 com 56,18% dos votos válidos no primeiro turno.
Antes de entrar para a política, Zema atuou por 26 anos como CEO do Grupo Zema, que atua nos mercados de varejo, distribuição de combustível, concessionárias de veículos, serviços financeiros e autopeças. Em 2022, ele declarou um patrimônio de quase R$ 130 milhões.
O ex-governador de Minas Gerais é o terceiro candidato lançado pelo Novo à Presidência.
Em 2018, o empresário João Amoêdo, então presidente do partido, surpreendeu ao terminar o primeiro turno em quinto lugar — com 2,5% dos votos válidos —, à frente de candidatos como Henrique Meirelles e Marina Silva (Rede).
Já em 2022, o Novo lançou o cientista político Felipe D'Ávila, que recebeu 0,47% dos votos válidos.
Renan Santos (Missão)
Vice: Aroldo Medina (Missão)

Crédito,Reprodução/Instagram
O partido Missão, recém-fundado por parte dos fundados do Movimento Brasil Livre (MBL) foi o primeiro a oficializar uma candidatura à Presidência. A convenção da sigla — uma exigência da lei eleitoral para a homologação das candidaturas — ocorreu de forma online no último dia 20 e escolheu o tenente-coronel da reserva da Brigada Militar Aroldo Medina, também do Missão, como vice.
A convenção foi antecipada, segundo Santos, para garantir a proteção da Polícia Federal (PF), um direito que todos os candidatos têm. Ele afirma que recebeu ameaças de duas facções criminosas do Ceará, além de ter sofrido intimidações do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, e do Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro.
Após a convenção protocolar, o Missão realizou evento para sua militância em São Paulo no sábado (1/8), confirmando a candidatura de Renan Santos.
O MBL foi criado em 2014 e ganhou projeção nacional durante as manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff, quando ajudou a organizar protestos de rua contra o governo do PT.
Junto com Kim Kataguiri (Missão), que hoje exerce o cargo de deputado federal, Santos ficou conhecido por sua atuação nas mobilizações de rua e presença nas redes sociais.
Em 2018, o MBL apoiou a candidatura de Bolsonaro. Em 2022, fizeram campanha pelo voto nulo no segundo turno.
Em entrevista à BBC News Brasil em dezembro do ano passado, Kataguiri disse que apoiar Bolsonaro em 2026 estava "fora de cogitação" e que Santos seria o representante do movimento.
Samara Martins (UP)
Vice: Raquel Bricio (UP)
O Partido Unidade Popular (UP) apostou em uma chapa só com mulheres para a disputa desta eleição, com Samara Martins encabeçando a candidatura, e a guarda-portuária e sindicalista paraense Raquel Bricio como vice.
Samara tem 36 anos, é dentista e vice-presidente nacional do partido. Ela também atua no Movimento de Mulheres Olga Benário e na Frente Negra Revolucionária.
No lançamento da candidatura, realizado na Universidade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, Samara defendeu a reestatização de empresas privatizadas, a revisão do destino dos recursos do orçamento federal e a realização de uma auditoria da dívida pública como algumas das prioridades de um eventual governo.
O nome dela aparece com menos de 1% das intenções de voto.
Na última eleição, o UP lançou Léo Péricles como candidato à presidência. Ele obteve 0,05% dos votos válidos.
Hertz Dias (PSTU)
Vice: Vanessa Portugal (PSTU)
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) lançou a candidatura de Hertz Dias e sua vice, Vanessa Portugal, na última sexta-feira (31/7) em São Paulo.
Hertz é professor de História da rede pública em São Luís, no Maranhão, rapper e ativista do movimento negro. Em 2022, ele foi candidato ao governo do Estado e teve 0,15% dos votos (5.191 votos).
Já Vanessa Portugal é professora da rede pública de Belo Horizonte (MG) e dirigente sindical.
Edmilson Costa (PCB)
Vice: Cleusa Santos (PCB)
Edmilson Costa e Cleusa Santos foram confirmados candidatos do PCB neste sábado (1/8) com um ato na Câmara Municipal de São Paulo.
Edmilson é doutor em Economia pela Unicamp, com pós-doutorado no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade e atual secretário-geral do PCB.
Já Cleusa Santos é professora titular aposentada da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Dentre as propostas do PCB estão a estatização do sistema financeiro por meio da criação de um Banco dos Trabalhadores, a suspensão do pagamento da dívida pública e a reestatização de empresas.
Augusto Cury (Avante)
Vice: Indefinido

Crédito,Reprodução/Rede Social
Augusto Cury é psiquiatra e autor de dezenas de livros, entre eles o best-seller O Vendedor de Sonhos, que em 2009 recebeu o prêmio de melhor ficção pela Academia Chinesa de Letras e foi adaptado ao cinema.
O escritor já havia manifestado nas redes sociais a intenção de disputar a eleição para presidente este ano, mas buscava um partido para se filiar.
No dia 5 de abril, o Avante anunciou a filiação e o lançamento da pré-candidatura de Cury. Em uma publicação nas redes sociais, a legenda afirmou: "O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o nosso país avançar com prosperidade e qualidade de vida para as pessoas!".
Esta será a primeira vez que Cury disputa um cargo eletivo.
"Se tivesse o privilégio de sentar na cadeira de presidente, nos primeiros dias chamaria vários políticos, como Putin e Zelensky, para conversar, porque sou um especialista em pacificação de conflitos, tenho livros sobre isso", disse à BBC News Brasil.
Entoando o lema de que tem "uma mente capitalista e um coração social", o escritor acrescenta que, caso seja eleito em outubro, espera "inspirar outros atores nas mais diversas nações, seja na Ásia, seja no mundo ocidental", a pôr fim às guerras e resolver desafios como a fome mundial.
A convenção para confirmar sua candidatura deve acontecer em 3 de agosto. Ainda sem um vice para compor a chapa, o Avante articula o nome de Aldo Rebelo, ex-ministro e ex-deputado federal, atualmente filiado ao Democracia Cristã (DC).
No entanto, Aldo trava uma disputa interna no seu partido para lançar sua candidatura à Presidência, depois de ser expulso e reintegrado à sigla após ter questionado a decisão da legenda de trocar a pré-candidatura dele pela de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF.
Joaquim Barbosa, no entanto, desistiu de se candidatar.
Cabo Daciolo (Mobiliza)
Vice: Indefinido

Crédito,Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Cabo Daciolo é um bombeiro militar aposentado, pastor evangélico e ex-deputado federal. Ele notoriedade em 2011, quando liderou uma greve de bombeiros no Rio de Janeiro.
Em 2014, ele foi eleito deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro e exerceu um mandato na Câmara.
No início de abril, Daciolo anunciou sua pré-candidatura à Presidência pelo Mobiliza, antigo Partido da Mobilização Nacional (PMN). Anteriormente, ele havia dito que concorreria ao Senado em 2026.
Esta será a segunda tentativa do ex-parlamentar de chegar ao Palácio do Planalto. Em 2018, filiado ao Patriota, ele terminou a disputa presidencial em sexto lugar, com 1,26% dos votos, à frente de Marina Silva e Henrique Meirelles.
Rui Costa Pimenta (PCO)
Vice: Antônio Carlos Silva (PCO)
Rui Costa Pimenta é jornalista, presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e um dos fundadores da legenda. A pré-candidatura dele à Presidência foi lançada no fim de maio e deve ser confirmada nos dias 1º e 2 de agosto, durante a convenção da sigla.
Essa não é a primeira vez, contudo, que ele disputa uma eleição presidencial. Rui foi candidato em 2002, 2010 e 2014. Na eleição em que obteve seu melhor desempenho, em 2002, recebeu 38.619 votos, o equivalente a 0,05% do total.
Rui participou da fundação do PT e já foi diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Grande São Paulo. Em 1992, deixou o partido.
A chapa será composta pelo professor da rede pública do Rio de Janeiro Antônio Carlos Silva como vice.
Clariana Barão e Aldo Rebelo (DC)
Vice: Indefinido
O partido Democracia Cristã (DC) lançou sua terceira pré-candidatura nesta disputa na última sexta-feira (24/7), quando a advogada Clariana Barão anunciou seu nome nas redes sociais.
No entanto, a legenda sofre uma disputa interna que foi parar na Justiça.
No fim de janeiro, o ex-ministro e ex-deputado federal Aldo Rebelo foi lançado como pré-candidato da sigla. Mas, em maio, o presidente da legenda, João Caldas, anunciou a troca de Rebelo pelo ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, recém-filiado.
Segundo publicado pelo portal UOL, a troca se deu devido ao baixo desempenho de Rebelo nas pesquisas.
Rebelo, no entanto, não aceitou a decisão e foi à Justiça. O ex-ministro, que já foi filiado ao PCdoB e acabou dando uma guinada à direita após passar pelo PSB, Solidariedade, PDT e MDB, foi expulso do DC, mas reintegrado, por ordem da Justiça Comum (primeiro grau), posteriormente.
Segundo Rebelo, enquanto não houver decisão da Justiça sobre o caso, ele segue se apresentando como pré-candidato. Seu nome não aparece nas pesquisas.
A convenção do DC está marcada para 3 de agosto.
Leonardo Avalanche (PRTB)
Vice: Indefinido
O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) lançou Leonardo Alves de Araújo, o Leonardo Avalanche, à presidência em um ato neste sábado (1/8) em Goiânia.
A convenção nacional da sigla, no entanto, ocorrerá na quarta-feira (5/8).
Avalanche, que é também presidente do PRTB desde 2024, defende a criação de um imposto único de 3,5%, a redução da tributação sobre motoristas de aplicativos e mudanças no IPVA.
Avalanche é réu na Justiça Eleitoral de São Paulo, acusado de violência política e associação criminosa.Segundo o promotor Renato Kim Barbosa, Avalanche teria comandado uma fraude na eleição da legenda para ser o vencedor. Para isso, o acusado teria recrutado pessoas que se passaram por fundadoras do partido utilizando documentos de identidade falsificados. O dirigente nega.