Com apreensão e choro, pai e mãe de Henry se encontram em tribunal após 7 meses
Monique Medeiros é ré por homicídio triplamente qualificado do filho
PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN07/10/2021
“Muito apreensivo”, se dizia o engenheiro Leniel Borel enquanto aguardava ser chamado para depor na sala de testemunhas. Pela primeira vez depois de quase sete meses, ele e a ex-mulher, mãe de Henry, Monique Medeiros, ficaram frente a frente. A última vez que isso tinha acontecido havia sido no velório de Henry, no dia 10 de março deste ano.
Vestindo uma camiseta preta com o rosto de Henry estampado e um blazer, Leniel entrou na sala de audiência do 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro sem olhar para a professora Monique Medeiros, agora ré pela morte do próprio filho. Ela, no entanto, se emocionou logo que o pai do menino começou a depor, contando que no início via Monique como a mãe que todo filho queria ter.
Essa não foi a única vez que Monique, trajando o uniforme branco da penitenciária, chorou na audiência. Momentos depois, quando questionado pelo Ministério Público e pelos próprios advogados dele, assistentes de acusação, Leniel se emocionou ao contar as últimas lembranças com Henry. Monique foi amparada pelo advogado Hugo Novais, no ombro de quem se debruçou enquanto chorava. Ela recebeu lenços de seu outro defensor, Thiago Minagé, durante os momentos em que tentava conter o choro.