Brasil

Carnaval em 2022: com Ômicron, riscos de nova onda colocam festa em xeque

Especialistas apontam quais são os fatores a serem considerados na decisão sobre manter a folia em meio a dúvidas sobre a nova variante

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 04/12/2021
A preocupação com uma nova onda de Covid-19 e, agora, com a variante Ômicron fez 20 capitais cancelarem os preparativos de Réveillon e colocaram ainda mais na berlinda as discussões sobre se será possível promover o Carnaval em 2022. Posturas divergentes em relação ao Carnaval levantam a questão dos reais riscos de uma celebração ao ar livre, em um cenário de mais de 60% da população brasileira totalmente imunizada e com casos e mortes em queda. A aglomeração, os deslocamentos dentro do país, as incertezas sobre o futuro do vírus e a vinda de estrangeiros são citados como fatores preocupantes pelos especialistas consultados pela CNN.
Todos apontam que o Carnaval tem características singulares em relação a outras interações sociais, como shows e comércio, além do próprio Réveillon. Afinal, mesmo com festas ao ar livre, há proximidade maior entre as pessoas e o compartilhamento de bebidas. Especialistas também consideram inviável, na prática, obrigar o distanciamento social ou o uso constante de máscaras numa festa como o Carnaval, na qual essas atitudes tendem a não ser seguidas pela multidão e na qual não haveria contingente capaz de cobrar o cumprimento. Algumas medidas, como exigir carteira de vacinação e a realização de testes, impedindo o acesso de pessoas com resultado positivo para o novo coronavírus, poderiam servir como barreiras, mas essas estratégias dependem de grandes estruturas de fiscalização e controle, além de altos investimentos. Ainda assim, seriam formas apenas de diminuir os riscos e o impacto.