Brasil
Coronavac: terceira dose amplia em 20 vezes o nível de anticorpos, diz pesquisador
Anticorpos neutralizantes são capazes de combater infecção por todas as linhagens do novo coronavírus, incluindo a variante Ômicron
08/12/2021
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Análises sobre os mecanismos da imunidade
As vacinas podem ser desenvolvidas a partir de diferentes tecnologias, mas o objetivo final é o mesmo: apresentar ao sistema imunológico as informações necessárias para ativar os diversos mecanismos de defesa contra um microrganismo nocivo. Na resposta imunológica, além da produção de anticorpos, existe uma função essencial para a defesa do organismo que é a ativação de outras células, os chamados linfócitos T. Em conjunto, essas células respondem contra a infecção, evitando principalmente os casos graves, hospitalizações e mortes pela doença. Os cientistas atuam no estudo constante desses mecanismos de indução da resposta imune com o objetivo de entender os possíveis impactos de novas variantes na eficácia das vacinas. O pesquisador Xiangxi Wang realizou a análise de mais de 200 estruturas do coronavírus e investigou os sítios (ou locais) de ligação de seis tipos de anticorpos neutralizantes. De acordo com a análise, os três primeiros anticorpos, predominantes no início da imunização, não eram capazes de reconhecer as variantes. O estudo mostrou outros três tipos de anticorpos que reconhecem estruturas da proteína Spike e mostram alta capacidade de neutralização contra as variantes, incluindo a Ômicron. “Esses anticorpos são significativamente aumentados após a terceira dose. Assim, a doce adicional leva a uma recuperação durável e rápida da imunidade humoral”, afirmou Wang.
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