Brasil
Brasil registra primeiros casos da subvariante BA.2 da Ômicron
Dois casos foram identificados no estado de São Paulo, outros dois no Rio de Janeiro e um em Santa Catarina
05/02/2022
Sobre a subvariante
Especialistas dizem que não há motivo para pânico. “Entre todas as linhagens da Ômicron, esta é a que apresenta maior aumento de casos. Mas temos que ter cuidado ao interpretar isso, porque aumentos maiores quanto há um número muito baixo são mais fáceis de observar”, disse Ramon Lorenzo-Redondo, professor-assistente de medicina para doenças infecciosas na Northwestern University Feinberg School of Medicine, em Chicago, nos Estados Unidos. Como a versão mais familiar da Ômicron, a BA.2 tem um grande número de alterações – cerca de 20 – concentradas na proteína spike, a parte do vírus que é alvo das vacinas. Porém, ela não causa a chamada de falha no alvo do gene S nos testes de laboratório, o que significa que pode se parecer com outras variantes do SARS-CoV-2 em uma primeira vista. Por isso, alguns a chamam de “a variante disfarçada” ou “furtiva”. Lorenzo-Redondo diz que esse apelido fez com que as pessoas pensassem que ela não pode ser detectada em testes de laboratório, o que não é o caso. Não há indicação de que BA.2 cause a forma mais grave da doença ou dissemine mais facilmente do que a cepa original da Ômicron. Um relatório divulgado na última quinta-feira pela Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido oferece garantias adicionais, sugerindo que as vacinas atuais protegem tão bem contra o BA.2 quanto contra a variante Ômicron original, com melhor proteção contra os sintomas – uma média de 70% – duas semanas após a dose de reforço.Respostas
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de São Paulo confirmou os dois casos da subvariante e informou que “as amostras analisadas com as confirmações foram verificadas em Sorocaba e em Guarulhos”. “As medidas já conhecidas pela população seguem cruciais para combater a pandemia do coronavírus: uso de máscara, que segue obrigatório em SP; higienização das mãos (com água e sabão ou álcool em gel); distanciamento social; e a vacinação contra a Covid-19”, acrescentou a pasta. A Secretaria de Estado da Saúde do Rio de Janeiro também confirmou os casos e ressaltou que “após a Ômicron se tornar a variante predominante em circulação no estado, o sequenciamento genômico passou a ser realizado apenas para monitoramento das mutações do vírus SARS-CoV2”. A pasta afirmou ainda que “não há, até o momento, nenhum estudo que aponte as subvariantes da Ômicron como mais transmissíveis ou agressivas”. “A secretaria reforça a importância da complementação do esquema vacinal contra a Covid-19 e a manutenção das medidas de enfrentamento, como o uso de máscara, lavagem das mãos e evitar locais com aglomeração”, finaliza. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio confirmou o caso em uma paciente de 43 anos que, segundo a pasta, apresenta sintomas leves. “Ela não tem histórico de viagem ou contato com alguém que tenha viajado recentemente, o que indica que já há transmissão local dessa linhagem”, diz a pasta, que também acrescentou que “não há indicação de que a nova mutação da Ômicron dissemine mais facilmente, cause uma forma mais grave da doença ou que provoque qualquer alteração no cenário epidemiológico”.Mais lidas
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