Brasil

Conselheiros do BRB negam pressão do BC para comprar carteiras do Master

Ricardo Duarte e Kátia Peixoto ainda afirmam ter pedido suspensão das operações de aquisição reiteradamente

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 23/01/2026
Conselheiros do BRB negam pressão do BC para comprar carteiras do Master
As investigações indicam que a fraude está estimada em R$ 12 bilhões em carteiras inexistentes de crédito compradas pelo BRB ao Banco Master | O Globo

Dois conselheiros do BRB (Banco de Brasília), Ricardo Duarte e Kátia Peixoto, negam em uma carta enviada a funcionários e ex-funcionários que o diretor de Fiscalização do BC (Banco Central), Ailton Aquino, tenha pressionado a instituição a comprar carteiras do Banco Master.

“É importante esclarecer que não houve, em nenhuma reunião do Conselho, qualquer comunicação ou mensagem atribuída a representante de órgão regulador solicitando ou orientando a compra de carteiras do Banco Master", escrevem.

"Tal informação não corresponde à realidade, não consta de atas e jamais foi apresentada formal ou informalmente aos conselheiros”, pontuam.

Duarte e Peixoto ainda afirmam ter pedido a suspensão das operações de aquisição reiteradamente. Segundo os conselheiros, o processo de aquisição do próprio Banco Master, tornava a continuidade das compras das carteiras “economicamente e prudencialmente injustificável”.

As investigações indicam que a fraude está estimada em R$ 12 bilhões em carteiras inexistentes de crédito compradas pelo BRB ao Banco Master.

A mensagem é disparada pelos conselheiros após o jornal O Globo publicar que Ailton de Aquino teria enviado mensagens ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez.

“A inexistência das alegações veiculadas foi, inclusive, confirmada pelo próprio Banco Central do Brasil, que esclareceu oficialmente não ter havido qualquer solicitação ou orientação nesse sentido”, completam.

Duarte e Peixoto ainda afirmam ter pedido a suspensão das operações de aquisição reiteradamente. Segundo os conselheiros, o processo de aquisição do próprio Banco Master, tornava a continuidade das compras das carteiras “economicamente e prudencialmente injustificável”.

As investigações indicam que a fraude está estimada em R$ 12 bilhões em carteiras inexistentes de crédito compradas pelo BRB ao Banco Master.

A mensagem é disparada pelos conselheiros após o jornal O Globo publicar que Ailton de Aquino teria enviado mensagens ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que adquirisse os créditos para ajudar o Master a resolver seus problemas de liquidez.

“A inexistência das alegações veiculadas foi, inclusive, confirmada pelo próprio Banco Central do Brasil, que esclareceu oficialmente não ter havido qualquer solicitação ou orientação nesse sentido”, completam.