Cotidiano
A má qualidade dos serviços ofertados pela concessionária de energia elétrica em Mato Grosso, Energisa, reflete os constantes cortes no fornecimento de energia e o aumento desenfreado das tarifas e cobranças abusivas praticadas no estado.
Assim é o dilema que a maioria dos consumidores mato-grossense estão enfrentando os preço inseridos nas contas de energia elétrica. Detentora do maior número de reclamações no Procon Estadual e na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a empresa simplesmente faz ‘ouvidos mouchos’ quanto as reclamações e aplica uma das mais pesadas penalidades ao povo mato-grossense: o aumento desenfreado nas tarifas de energia elétrica.
O impacto do aumento está bem acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) deste ano. O Grupo Energisa registrou lucro líquido consolidado da empresa no ano passado foi de R$ 1,2 bilhão em 2018, um aumento de 106% em relação a 2017. O lucro líquido consolidado foi de R$ 674,5 milhões, um crescimento de 190%, em comparação aos R$ 232,6 milhões registrados no mesmo período de 2017.
Enquanto isso os consumidores de Mato grosso9 tiveram um aumento de 100% na tarifa das contas de energia elétrica, mesmo com o mesmo consumo de um mês para o outro. E o caso da aposentada V.L.N, 64, que reside com mais dois idosos em Cuiabá, um de 80 e outra de 87.
No mês de agosto ela consumiu o equivalente a 654 megawats de energia e pagou R$ 679,80. No mês de setembro a conta disparou e veio 1.283 de consumo, e o valor de R$ 1.291,58, mais que o dobro(veja documentos). Segundo ela, não houve aumento de energia elétrica, pois são os mesmo aparelhos eletrodomésticos. “A gente nem liga o ar-condicionado para não ter gastos, como pode ter uma leitura de mais que o dobro”, disse revoltada a aposentada que já registrou reclamação no Procon.
A energisa por sua vez – afirma – que os mato-grossenses estão pagando quase 9% de aumento com base na inflação, mas, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) afirmou ao Página 12 que não existe relação entre a inflação e as tarifas, e que elas variam de acordo com os custos e investimentos do setor, e que cada distribuidora tem características e mercados de preços.
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