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Sem provas, Keiko Fujimori denuncia fraude e agita reta final da apuração eleitoral no Peru

Chefe da missão de observadores da OEA felicita o país andino pela organização do pleito

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM EL PAÍS 08/06/2021
Keiko Fujimori lançou suspeitas que agitaram a reta final da apuração dos votos na eleição presidencial do Peru. A candidata conservadora havia prometido durante a campanha que aceitaria os resultados, mas na hora da verdade pôs o processo em dúvida. Nesta segunda-feira, quando Pedro Castillo estava 95.000 votos à frente, faltando ainda contabilizar os votos dos peruanos no exterior, Fujimori concedeu entrevista coletiva para denunciar que tem indícios de irregularidades na apuração. No entanto, ela não apresentou nenhuma prova das suas alegações. “Há uma clara intenção de boicotar a vontade popular”, afirmou Fujimori, pedindo às pessoas que usem a hashtag #FraudeEnMesa para divulgar vídeos que comprovem essa tese. Entre os supostos indícios que ela mencionou estão as impugnações de boletins de urna feitos por membros do partido de Castillo, um procedimento previsto em lei e do qual a sua formação também se vale. Quando os resultados de uma seção não lhe são favoráveis e o documento apresenta algum tipo de imperfeição, os fiscais do partido que se sentirem prejudicados podem pedir sua anulação. A última palavra cabe à autoridade eleitoral. Na prática, a impugnação de um número elevado de urnas não representa nenhuma irregularidade. “Há uma clara intenção de boicotar a vontade popular”, afirmou Fujimori, pedindo às pessoas que usem a hashtag #FraudeEnMesa para divulgar vídeos que comprovem essa tese. Entre os supostos indícios que ela mencionou estão as impugnações de boletins de urna feitos por membros do partido de Castillo, um procedimento previsto em lei e do qual a sua formação também se vale. Quando os resultados de uma seção não lhe são favoráveis e o documento apresenta algum tipo de imperfeição, os fiscais do partido que se sentirem prejudicados podem pedir sua anulação. A última palavra cabe à autoridade eleitoral. Na prática, a impugnação de um número elevado de urnas não representa nenhuma irregularidade.

Apesar da atitude de Fujimori, nem tudo está decidido. A distância ainda é reversível. Falta computar os votos no exterior, onde teoricamente ela tem mais apoio. “Sabemos que estão chegando os votos dos peruanos que residem do exterior e confiamos que com a apuração dessas atas a votação vai se emparelhar”, disse ela.

Além disso, um relatório da missão da União Interamericana de Organismos Eleitorais reconheceu o esforço da ONPE, a entidade responsável por organizar o pleito, e da Justiça Eleitoral “em organizar um processo correto e bem-sucedido, de acordo com os padrões nacionais e internacionais”. Depois do pronunciamento de Fujimori, Iván Lanegra, secretário-geral da ONG peruana Associação Civil Transparência, especializada em observação eleitoral, negou que haja suspeitas fundadas de fraude eleitoral.