Mais de 1.100 civis já morreram na guerra na Ucrânia, diz ONU
O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) informou neste sábado (26) que a guerra na Ucrânia já provocou a morte de 1.104 civis entre os dias 24 de fevereiro e 25 de março. Desse total, 96 eram crianças.
PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN26/03/2022
Foto: CNN
O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) informou neste sábado (26) que a guerra na Ucrânia já provocou a morte de 1.104 civis entre os dias 24 de fevereiro e 25 de março. Desse total, 96 eram crianças.
A organização informou ainda que os ataques promovidos pelas forças russas, conduzidas pelo presidente Vladimir Putin. Deixaram 1.754 civis feridos, sendo 124 crianças. Ao todo, portanto, somando mortos e feridos, são 2.858 vítimas.
Ainda de acordo com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, a maioria das pessoas atingidas foi vitimada por bombardeios e ataques aéreos.
Ataque em Lviv neste sábado
Enquanto Biden está na Polônia, uma equipe da CNNviu fumaça subindo de trás de uma colina perto de Lviv, na Ucrânia, após uma série de três explosões. A cidade fica a 400 km do país onde está o presidente dos EUA.
“Não vemos nenhum ataque na cidade em si, mas fumaça subindo do horizonte atrás daquela colina após três grandes explosões”, disse Berman aos telespectadores.
O prefeito de Lviv, Andriy Sadovyi, disse que com resultado do bombardeamento, um dos objetos industriais onde o combustível é armazenado está queimando. Mais tarde, autoridades locais disseram não ter confirmação de mortes. Mesmo assim, a prefeitura de Lviv pediu ao governo ucraniano o envio de defesas aéreas.
Destaques das últimas 24 horas
Forças russas atacam cidade de Lviv, no oeste da Ucrânia; prefeito pede defesa aérea
Biden chama Vladimir Putin de “açougueiro” e destaca importância da estabilidade na Europa
Forças russas fizeram neste sábado uma ofensiva contra uma instalação de pesquisa nuclear na cidade de Kharkiv, informou o parlamento ucraniano em um post no Twitter.
“Atualmente, é impossível estimar a extensão dos danos devido a hostilidades que não param na área da instalação nuclear”, disse o post citando a Inspetoria Reguladora Nuclear do Estado.
Kharkiv é a segunda maior cidade da Ucrânia e está sob ataques constantes das tropas russas desde o início da invasão.
Veja dez imagens que marcaram a guerra na Ucrânia
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Após o presidente Vladimir Putin fazer um pronunciamento autorizando uma "operação militar especial" na Ucrânia, primeiras explosões foram registradas na capital Kiev na quinta-feira, 24 de fevereiro
Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Putin é chamado de “ditador” por Biden
Em pronunciamento na noite deste sábado (26), pelo horário local de Varsóvia, na Polônia (tarde de sábado, pelo horário de Brasília), o presidente norte-americano, Joe Biden, chamou Vladimir Putin de “ditador” e atacou o presidente russo pela operação do Kremlin que levou à Guerra na Ucrânia, dizendo que Putin “não pode continuar no poder”. Ao mesmo tempo, Biden direcionou palavras especialmente aos cidadãos russos, afirmando que a população não é considerada inimiga do Ocidente. O Kremlin rejeitou as falas de Biden.
No discurso diante do Castelo Real de Varsóvia, que durou cerca de 25 minutos, Biden fez diversas referências históricas, citando a Segunda Guerra Mundial, os movimentos democráticos na Polônia e em outros países do antigo bloco socialista que desafiaram a União Soviética. O presidente dos EUA ainda lembrou do papa João Paulo 2º, polonês de nascimento, no começo e no fim de sua fala.
Em um determinado momento, depois de fazer diversas críticas às ações do Kremlin – e ressaltou a eficácia das sanções econômicas contra a Rússia –, Biden direcionou a fala aos cidadãos do país.
O porta-voz-chefe do Kremlin, Dmitry Peskov, rejeitou a declaração do presidente dos Estados Unidos. “Não cabe a Biden decidir. O presidente da Rússia é eleito pelos russos.”
Putin é chamado de “açougueiro” por Biden
Ao sair do encontro com refugiados na Polônia, Biden falou com a imprensa e xingou Vladimir Putin ao ser questionado sobre o que ele acha da atitude do presidente da Rússia sobre a Ucrânia. “Ele é um açougueiro”, declarou o presidente dos EUA.
Biden disse aos jornalistas que falou com crianças e ouviu delas pedidos de orações para familiares como avôs e irmãos. “Me lembro de quando se tem alguém em uma zona de guerra você reza todos os dias, não espera um telefonema”, afirmou o líder norte-americano.
Um dos questionamentos a Biden na saída do encontro com os refugiados foi sobre Mariupol, cidade portuária da Ucrânia que é um dos principais alvos dos ataques das forças russas. “Eles não têm mais nada lá, é inacreditável”, afirmou Biden.
O Kremlin respondeu a declaração de Biden informando que o novo comentário do presidente dos EUA “diminui a possibilidade de reparar relações”.
Biden reforça importância da estabilidade na Europa
Mais cedo, o presidente norte-americano participou de um encontro com Andrzej Duda, chefe do Executivo da Polônia, em Varsóvia. Na reunião, no palácio presidencial do país, Biden destacou a importância, para os Estados Unidos, da estabilidade na Europa e disse que os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisam se manter juntos.
A visita de Biden à Polônia, que faz fronteira com a Ucrânia, é parte do contexto da guerra que aflige o país vizinho –a invasão russa ao território ucraniano completou um mês nesta semana.
Presidente dos EUA cita compromisso “sagrado” da Otan
Biden disse a seu colega polonês Andrzej Duda que vê a garantia do Artigo 5º da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), de defesa mútua entre os estados membros como um compromisso “sagrado”.
“O mais importante é que a Otan fique completamente unida, e não haja separação. O que quer que a gente faça, precisamos fazer em uníssono. Estou confiante que Putin contava com a divisão da Otan, a separação entre os lados ocidental e oriental, baseado na história das nações. Mas ele não conseguiu fazer isso: nós continuamos juntos”, completou o presidente.
Ainda em Varsóvia, Biden se encontrou com Dmytro Kuleba e o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov. Também participaram do encontro o secretário de Estado Antony Blinken e o secretário de Defesa dos EUA Lloyd Austin. “Hoje recebemos promessas dos Estados Unidos sobre como nossa cooperação em defesa evoluirá”, disse Kuleba após o encontro.
Logos da Otan na sede da aliança militar em Bruxelas / Yves Herman/Reuters
Rússia é acusada de crimes de guerra por invasão à Ucrânia
As forças armadas russas claramente não estão atingindo seus objetivos na Ucrânia, os ataques russos têm causado enorme sofrimento nos civis e destruição material de alvos não militares, por isso, a Rússia é acusada de crimes de guerra.
O impacto político na Rússia caso o país seja condenado por estes crimes foi o tema do painel mediado pelo analista de Internacional da CNN Brasil Lourival Sant’Anna neste sábado.
Grupo de refugiados chega a São Paulo
Cerca de 40 refugiados da guerra na Ucrânia chegaram ao Brasil na manhã deste sábado. Eles foram recebidos por voluntários no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e serão abrigados na cidade de São José dos Campos, no interior do estado, onde devem receber suporte material e emocional.
Outro grupo de cerca de 30 pessoas chegou no país em 18 de fevereiro. Eles foram levados a uma chácara no interior do Paraná.
Rússia diz ter encerrado “primeira etapa” da guerra na Ucrânia
Um alto general russo afirmou nesta sexta-feira (25) que a “primeira etapa” do plano militar da Rússia na Ucrânia está concluída e que, agora, o foco é atingir o leste do país vizinho.
“Em geral, as principais tarefas da primeira etapa da operação foram concluídas”, disse o coronel-general Sergei Rudskoy, primeiro vice-chefe do Estado-Maior da Rússia, em um pronunciamento nesta sexta.
“O potencial de combate das forças armadas da Ucrânia foi significativamente reduzido, permitindo-nos, enfatizo novamente, concentrar os principais esforços em alcançar o objetivo principal – a libertação de Donbass”, disse o militar, referindo-se à região ucraniana controlada por separatistas.
Os comentários de Rudskoy ocorrem no momento em que os avanços da Rússia parecem ter parado nas principais cidades ucranianas, como Kiev e Kharkiv. A Rússia também não conseguiu alcançar a superioridade aérea na Ucrânia e sofreu grandes perdas de pessoal desde o início da invasão.
Baixas nas tropas russas
As forças armadas russas disseram, em uma coletiva nesta sexta, que 1.351 militares haviam sido mortos na Ucrânia e 3.825 haviam sido feridos –a primeira grande atualização de baixas desde 2 de março. “Infelizmente, durante a operação militar especial, houve perdas entre nossos camaradas”, disse Sergei Rudskoy.
“Até hoje, 1.351 militares morreram, 3.825 foram feridos. O Estado assumirá a responsabilidade de apoiar as famílias, criar as crianças para receber educação superior, para o reembolso total dos empréstimos e para resolver a questão da moradia”, completou.
A última atualização oficial sobre as baixas de soldados ucranianos foi informada pelo presidente Volodymyr Zelensky, que disse à imprensa, no dia 12 de março, que 1.300 soldados ucranianos haviam sido mortos desde o início da invasão russa. Além disso, segundo as últimas atualizações da ONU, o conflito já deixou pelo menos 1.035 mortes de civis do lado ucraniano e ao menos 3,6 milhões de cidadãos que viviam na Ucrânia deixaram o país.
Tanque de guerra russo destruído na Ucrânia / Maximilian Clarke/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
EUA tentam reduzir dependência de petróleo e gás russos
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciaram nesta sexta-feira uma força-tarefa em um esforço para afastar a Europa de sua dependência do petróleo e gás russos. As conversas integram os últimos esforços dos líderes ocidentais para discutir os impactos da guerra na Ucrânia.
Os Estados Unidos trabalharão para fornecer à Europa pelo menos 15 bilhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito em 2022, em parceria com outras nações, informou a Casa Branca.
Presidente dos EUA, Joe Biden, reúne-se com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, em Rzeszow, Polônia / Jeff J Mitchell/Getty Images (25.mar.2022)
Ucrânia recupera posições
Também nesta sexta, a inteligência do Ministério da Defesa do Reino Unido informou que as forças ucranianas retomaram cidades e posições defensivas ao redor da parte leste de Kiev, capital da Ucrânia.
“Os contra-ataques ucranianos e as forças russas recuando em linhas de suprimento sobrecarregadas permitiram à Ucrânia reocupar cidades e posições defensivas até 35 quilômetros a leste de Kiev”, disse o ministério.
“As forças ucranianas provavelmente continuarão tentando empurrar as forças russas de volta ao longo do eixo noroeste de Kiev em direção ao aeródromo de Hostomel”, acrescentou.
Rússia perdeu seu 7º general na guerra, afirma Ucrânia
As forças armadas ucranianas anunciaram nesta sexta-feira (25) que o tenente-general russo Yakov Rezantsev foi morto durante os combates em Chornobaiivka, na região de Kherson, no sul do país.
Segundo a Ucrânia, o oficial do exército russo era o comandante do 49º Exército Combinados de Armas do Distrito Militar Sul da Federação da Rússia. O Ministério da Defesa russo não comentou as alegações.
Se confirmada, a morte de Rezantsev será a sétima de um general russo em combate, na guerra da Ucrânia. Quase metade dos 20 generais que, segundo as informações militares ocidentais, comandam a frente de combate russa.
Navio afundado por ucranianos foi usado em propaganda russa
O navio de guerra “Orsk”, que foi bombardeado e afundado pelas forças ucranianas na quinta-feira (24), fez parte de um recente vídeo de propaganda da armada russa.
As imagens foram divulgadas pelo canal RT e mostrava veículos militares a serem desembarcados em Orsk, no início da semana, no porto de Berdyansk, no sudeste da Ucrânia. O vídeo abre com imagens capturadas por um drone e mostra militares e artilharia a ser carregada para o navio.
O vídeo conta com declarações de um oficial russo, no cais, que afirma que a perda do navio pode significar um revés significativo para a Rússia. “A nossa chegada até aqui é um evento marcante. Abre oportunidades completamente novas para a frota do Mar Negro usar a infraestrutura ucraniana existente para as operações logísticas.”
Imagem de 2019 mostra o navio russo Orsk na Turquia / Burak Akay/Anadolu Agency/Getty Images
Ataque a teatro em Mariupol deixou 300 mortos, diz Ucrânia
O conselho da cidade de Mariupol diz que, com base em relatos de testemunhas oculares, acredita que cerca de 300 pessoas morreram em um suposto ataque russo a um teatro na cidade no dia 16 de março. As estimativas do número de pessoas abrigadas no teatro variaram entre 800 e 1.300.
As informações sobre a extensão total do ataque demoraram a surgir devido ao colapso quase completo de serviços essenciais na cidade, incluindo redes de comunicação.
“Infelizmente, começamos o dia com más notícias”, disse o conselho da cidade de Mariupol em seu canal Telegram nesta sexta-feira (25). “Há informações, com base em testemunhas oculares, de que cerca de 300 pessoas morreram no Teatro Drama em Mariupol como resultado de um bombardeio de aviões russos”.
“Ainda não queremos acreditar nesse horror. Ainda queremos acreditar que todos conseguiram escapar. Mas as palavras daqueles que estavam dentro do prédio no momento desse ato terrorista dizem o contrário.”
ONU diz ter informações sobre valas comuns em Mariupol
As Nações Unidas comunicaram que receberam informações sobre a existência de valas comuns na cidade de Mariupol, bem como “informações de satélite” a respeito de um desses locais, disse Matilda Bogner, chefe do monitoramento de Direitos Humanos da Missão na Ucrânia da ONU.
“Estimamos que uma dessas valas comuns contenha cerca de 200 pessoas”, disse em uma entrevista coletiva na sexta-feira (25).
Mariupol é uma das cidades mais destruídas pelas forças russas / Stringer/Anadolu Agency via Getty Images
Mísseis atingem centro de comando da Força Aérea ucraniana
Os militares ucranianos disseram nesta sexta-feira que as forças russas lançaram ataques com mísseis de cruzeiro no centro de comando da Força Aérea Ucraniana, no centro-oeste do país, causando “destruição significativa” à infraestrutura.
“Hoje, 25 de março, por volta das 16h30 (11h30 pelo horário de Brasília), os ocupantes russos lançaram um ataque com mísseis no território do Comando da Força Aérea das Forças Armadas da Ucrânia em Vinnytsia”, segundo o comunicado.
Militares russos permanecem no controle de Kherson
Apesar de as forças ucranianas terem recuperado parte do território nos últimos dias, a cidade de Kherson permanece sob total controle russo, disseram quatro moradores da cidade à CNN.
“Hoje [eu] os vi com suas armas no mercado, possivelmente procurando vegetais para comprar”, disse um morador à CNN na noite desta sexta. “Eles perdem apenas algumas aldeias, não cidades.”
Helicópteros russos destruídos por forças ucranianas no aeroporto de Kherson, em 15 de março de 2022 / Planet Labs
Chernobyl está sem rodízio de funcionários desde segunda (21)
A Ucrânia informou à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que não houve rotação de pessoal técnico na usina nuclear de Chernobyl desde 21 de março, disse o órgão de vigilância nuclear da ONU nesta sexta-feira (25).
De acordo com um comunicado da AIEA, a Ucrânia também não sabe quando o próximo rodízio poderia ocorrer.
A autoridade reguladora da Ucrânia disse à AIEA na quinta-feira (24) que o bombardeio russo de postos de controle na cidade vizinha de Slavutych, onde vivem muitos funcionários da usina nuclear de Chernobyl, “impediu que eles viajassem de e para a usina”, dizia o comunicado.
Usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia / 03/04/2021 REUTERS/Gleb Garanich
Brasil quer ser mediador do diálogo para fim da guerra
No fim da manhã desta sexta, enquanto visitava o Operador Nacional do Sistema Elétrico, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, teve que encaixar um telefonema na longa agenda de compromissos no Rio de Janeiro. A chamada foi com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken.
Ao homem forte de Joe Biden, o chanceler brasileiro mostrou preocupação com a suposta ‘seletividade’ nas sanções impostas à Rússia e fez um pedido: autorização para negociar com países sob sanção.
“Eu não sei se nós podemos mediar a paz. […] Nós estamos de alguma maneira distantes do teatro em que se desenrola esse conflito. Mas seguramente o Brasil, pela posição que tem de serenidade, de construção de consenso nas Nações Unidas, pode ser sim um facilitador desse diálogo”, disse o ministro à CNN.
Chanceler brasileiro, Carlos França / 16/02/2022 REUTERS/Shamil Zhumatov/Pool
Macron deve falar com Putin sobre evacuação de civis
O presidente francês, Emmanuel Macron, disse nesta sexta que espera ter mais conversas “nas próximas horas” com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a situação na Ucrânia e quaisquer planos para ajudar as pessoas a deixarem Mariupol.
O porto de Mariupol, no sudeste, uma cidade de 400 mil habitantes antes da guerra, está entre os mais atingidos pelos bombardeios russos.
Ambos também conversaram na terça-feira (22), ocasião em que discutiram as condições para a paz entre Rússia e Ucrânia, segundo informações da agência de notícias russa Interfax. O presidente francês tem sido um dos principais interlocutores do conflito entre os líderes europeus.
Presidente da França, Emmanuel Macron, e presidente da Rússia, Vladimir Putin / Foto: Getty Images
Spotify diz que vai suspender serviço na Rússia
O Spotify disse nesta sexta-feira que suspenderá seu serviço de streaming na Rússia em resposta à nova lei de mídia do país. A plataforma de áudio fechou seu escritório na Rússia indefinidamente no início deste mês, citando o que descreveu como “ataque não provocado de Moscou à Ucrânia“.
“O Spotify continua acreditando que é extremamente importante tentar manter nosso serviço operacional na Rússia para fornecer notícias e informações confiáveis e independentes da região”, disse o Spotify.
“Infelizmente, uma lei recentemente promulgada restringindo o acesso à informação, eliminando a liberdade de expressão e criminalizando certos tipos de notícias coloca em risco a segurança dos funcionários do Spotify e a possibilidade de até mesmo nossos ouvintes.”
Fotos: dez imagens que marcam um mês de guerra
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Após o presidente Vladimir Putin fazer um pronunciamento autorizando uma "operação militar especial" na Ucrânia, primeiras explosões foram registradas na capital Kiev na quinta-feira, 24 de fevereiro
Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Pentágono diz que falta diálogo com Kremlin
Líderes militares russos de alto escalão recusaram as ligações de seus colegas americanos desde antes do início da invasão da Ucrânia, disse um porta-voz do Pentágono.
A última vez que o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, falou com o ministro da Defesa russo, Sergey Shoygu, foi em 18 de fevereiro, enquanto o Chefe do Estado-Maior, general Mark Milley, falou pela última vez com o Chefe do Estado-Maior russo, General Valery Gerasimov, em 11 de fevereiro, informou anteriormente a CNN.
“Durante o mês passado, o secretário Austin e o general Milley procuraram, e continuam a insistir, nas ligações com seus homólogos russos. Até agora, o ministro Shoigu e o general Gerasimov têm se recusado a se envolver”, disse o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, em uma declaração.
Vista aérea do Pentágono / 28/09/2008 REUTERS/Jason Reed
Ucrânia desmente consenso e cita “negociações difíceis”
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, disse nesta sexta-feira que as negociações de paz com a Rússia são difíceis e desmentiu relatos de que tenha havido progresso na resolução de quatro das seis questões-chave.
“Não há consenso com a Rússia sobre os quatro pontos”, disse Kuleba em um post no Facebook. “O processo de negociação é muito difícil. A delegação ucraniana assumiu uma posição forte e não abre mão de suas exigências. Insistimos, em primeiro lugar, em um cessar-fogo, garantias de segurança e integridade territorial da Ucrânia.”
Kuleba referiu-se aos comentários do presidente turco, Tayyip Erdogan, de que havia evolução em quatro de seis pontos-chave das negociações, citando a desistência da Ucrânia entrar na Otan e a adoção do russo como idioma oficial do país como dois desses pontos que evoluíam para o acordo.
Ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba / 21/02/2022 REUTERS/Johanna Geron
Medvedev diz que sanções ocidentais não influenciarão Kremlin
É “tolice” acreditar que as sanções ocidentais contra empresas russas possam ter algum efeito sobre o governo de Moscou, disse o ex-presidente russo e vice-chefe do conselho de segurança, Dmitry Medvedev, nesta sexta-feira (25).
As sanções apenas consolidarão a sociedade russa e não causarão descontentamento popular com as autoridades, afirmou Medvedev à agência de notícias russa RIA em entrevista.
O Ocidente impôs uma série de sanções à Rússia após a invasão da Ucrânia, mas um mês após o início da guerra, o Kremlin diz que continuará o ataque até atingir seus objetivos de “desmilitarização e desnazificação” da Ucrânia.
Algumas das sanções visaram especificamente empresários bilionários que se acredita serem próximos do presidente Vladimir Putin. “Perguntemo-nos: algum desses grandes empresários pode ter um mínimo de influência na posição de liderança do país?” disse Medvedev. “Eu te digo abertamente: não, de jeito nenhum.”
Veja todas as imagens da invasão da Ucrânia pela Rússia:
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Invasão começou na quinta-feira, 24 de fevereiro, com bombardeios em diversas cidades da Ucrânia. Na imagem, uma explosão ocorre na capital Kiev
Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
“É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:
ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
Ucrânia: U$ 4,1 bilhões
Rússia: US$ 45,3 bilhões
TROPAS ATIVAS
Ucrânia: 219 mil soldados
Rússia: 840 mil soldados
AERONAVES DE COMBATE
Ucrânia: 170
Rússia: 1.212
HELICÓPTEROS DE ATAQUE
Ucrânia: 170
Rússia: 997
TANQUES DE GUERRA
Ucrânia: 1.302
Rússia: 3.601
ARMAMENTO ANTIAÉREO
Ucrânia: 2.555
Rússia: 5.613
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer do dia 24 de fevereiro, as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.
O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbass (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nos dias a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
No dia da invasão, Putin se justificou por uma declaração gravada exibida na TV. O russo afirmou haver um “genocídio” em curso no leste ucraniano, promovido por tropas “neonazistas” do país contra russos étnicos e separatistas da região.
O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira. O Ocidente, no entanto, aplicou sanções financeiras pesadas aos russos.Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev / 24/02/2022 Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
A Rússia afirmou que só irá parar com os ataques se suas “condições” forem aceitas pela Ucrânia. Na lista, estão uma mudança da Constituição do país para resguardar neutralidade em relação à adesão em blocos, além do reconhecimento da Crimeia como território russo e das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes.
A Ucrânia recebeu uma grande onda de apoio internacional de países tanto no âmbito militar — com diversas nações ocidentais enviando armamentos, drones, sistemas de defesa contra ciberataques e outros — quanto no repúdio de instituições globais e de grande parte do setor privado aos ataques.
Com a Rússia, um dos principais pontos discutidos é uma garantia de segurança por parte do país vizinho, já que esta não foi a primeira vez que a Ucrânia teve o território invadido e cobiçado. O presidente ucraniano chegou a propor até a criação de uma nova aliança internacional visando assegurar a paz em territórios invadidos.
O conflito mudou cenário geopolítico e é maior crise humanitária em anos na Europa. Confira os dez pontos definitivos para entender a guerra.