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Mesmo com promessa russa de redução da ofensiva, ataques continuam nos subúrbios de Kiev

Depois de a Rússia afirmar nesta terça-feira (29) que decidiu cortar drasticamente sua atividade militar focada em Kiev e Chernihiv na Ucrânia, uma equipe da CNN que visitava uma área residencial perto da linha de frente na parte leste da capital ucranian

PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN 29/03/2022
Mesmo com promessa russa de redução da ofensiva, ataques continuam nos subúrbios de Kiev
Foto: ABC
Depois de a Rússia afirmar nesta terça-feira (29) que decidiu cortar drasticamente sua atividade militar focada em Kiev e Chernihiv na Ucrânia, uma equipe da CNN que visitava uma área residencial perto da linha de frente na parte leste da capital ucraniana registrou que os intensos combates continuaram nos subúrbios de Kiev. Os jornalistas da CNN puderam ouvir baques altos e frequentes de artilharia entrando e saindo. Vários sistemas de lançamento de foguetes também podem ser ouvidos esporadicamente. Em um posto de controle próximo, um membro das forças de Defesa Territorial da Ucrânia, Yuryi Matsarski, disse à CNN que os combates não diminuíram nas últimas 24 horas. “[Houve bombardeios] o tempo todo ontem. Houve muitos bombardeios à noite e também hoje de manhã e agora, à noite”, disse ele. “Até onde eu entendo, nenhum alvo foi atingido aqui em Kiev, então nosso sistema antifoguete está fazendo o seu melhor.” Moradores com quem a CNN conversou disseram suspeitar do anúncio da Rússia de que estava retirando algumas de suas forças da região, acrescentando que Moscou não era confiável.

Rússia confirmou que reduziria drasticamente atividade militar em Kiev

Mais cedo, o vice-ministro da Defesa da Rússia afirmou que o país iria cortar drasticamente sua atividade militar focada em Kiev e Chernihiv na Ucrânia. O anúncio aconteceu após conversas entre equipes de negociação russas e ucranianas em Istambul. A Rússia está começando a retirar algumas forças, incluindo Grupos Táticos do Batalhão Russo (BTGs) deixando as áreas circundantes ao redor da capital ucraniana. As forças russas agora recuam em algumas áreas do norte para se concentrar em ganhos no sul e no leste. O Estado-Maior Geral das Forças Armadas da Ucrânia afirmou anteriormente que “certas unidades” das forças armadas da Rússia estão se retirando das frentes de batalha na capital, Kiev, e da cidade de Chernihiv, no norte.

Em nova negociação, ucranianos oferecem neutralidade em troca de garantias de segurança

A rodada desta terça-feira (29) de negociações entre a Rússia e a Ucrânia em Istambul, na Turquia, terminou sem um “acordo carimbado”, mas com avanços. Segundo o conselheiro presidencial ucraniano, Mykhailo Podolyak, foi apresentada uma proposta de neutralidade do país em troca de garantias de segurança. Também foram discutidos um possível cessar-fogo e a situação da Crimeia. As negociações ainda prosseguirão por mais duas semanas. Pouco após o encontro no palácio presidencial Dolmabahce, com a presença do presidente turco, Tayyip Erdogan, um membro do ministério da Defesa da Rússia anunciou que o país diminuirá “drasticamente” as atividades militares perto de Kiev e Chernihiv. Sobre a reunião, Podolyak explicou que a neutralidade da Ucrânia poderia ser alcançada após a garantia de segurança internacional. Outros países poderiam ser envolvidos para garantir o acordo. Um status neutro significa que a Ucrânia não se juntará a alianças militares ou hospedará bases militares estrangeiras. Veja todas as exigências do encontro. A Ucrânia também apresentou a proposta de garantir consultas sobre o território da Crimeia — anexado pela Rússia em 2014 — pelos próximos 15 anos. Já o negociador russo, Vladimir Medinsky, disse que as conversas foram produtivas e que as demandas ucranianas seriam levadas para conhecimento do presidente russo, Vladimir Putin. Sobre um encontro entre Putin e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Medinsky afirmou que isso só acontecerá quando um “acordo for carimbado”. As conversas duraram cerca de quatro horas com intervalos ocasionais. Em um discurso televisionado aos negociadores antes do início do encontro, Erdogan pediu um cessar-fogo imediato na guerra que começou no mês passado. Segundo a TV ucraniana, a reunião começou sem aperto de mãos entre os negociadores.

Vídeo: Ucranianos oferecem neutralidade aos russos, afirma negociador

Vídeo: Explosão é ouvida durante entrevista de prefeito ucraniano à CNN

EUA vê grande mudança de estratégia conforme Rússia se afasta de Kiev

Depois que o Ministério da Defesa russo anunciou que decidiu “reduzir drasticamente as hostilidades” nas direções de Kiev e Chernihiv, os Estados Unidos já estão observando esses movimentos em andamento – uma grande mudança de estratégia, de acordo com dois altos funcionários americanos. Os EUA avaliam que a Rússia cobrirá sua retirada com bombardeios aéreos e de artilharia da capital, disse uma das autoridades. Ao mesmo tempo, oficiais americanos alertam que os russos sempre podem reverter o movimento, caso as condições da batalha permitam. Na visão de autoridades americanas, este não é um ajuste de curto prazo para se reagrupar, mas um movimento de longo prazo, à medida que a Rússia enfrenta o fracasso em avançar no norte.
Militares ucranianos em cima de veículo blindado em Kiev / Foto: REUTERS/Valentyn Ogirenko
No entanto, o lado russo ressalta que a redução das operações militares não significa uma interrupção total dos ataques…

Rússia diz que promessa de desescalada na Ucrânia não significa cessar-fogo

A promessa da Rússia de reduzir as operações militares em Kiev e no norte da Ucrânia não representa um cessarfogo, disse nesta terça-feira (29) o principal negociador de Moscou nas conversas de paz com a Ucrânia. Além disso, as negociações sobre um acordo formal com o governo ucraniano “ainda têm um longo caminho a percorrer”. “Isto não é um cessarfogo, mas esta é a nossa aspiração, chegar gradualmente a uma desescalada do conflito, pelo menos nestas frentes”, disse Vladimir Medinsky em entrevista à agência de notícias Tass. O negociador afirmou que a Rússia deu um segundo grande passo de desescalada ao concordar com uma possível reunião entre os presidentes dos dois países assim que um acordo de paz for alcançado. “No entanto, para preparar tal acordo em uma base mutuamente aceitável, ainda temos um longo caminho a percorrer”, finalizou.
Soldados russos são vistos em um tanque com a letra Z no distrito de Volnovakha em Donetsk, controlado pelos separatistas pró-russos, na Ucrânia / Foto: Sefa Karacan/Agência Anadolu via Getty Images

Foguete causa buraco em prédio do governo de Mykolaiv

Pelo menos 12 pessoas morreram e 33 ficaram feridas nesta terça-feira (29) quando um foguete atingiu o prédio da administração regional na cidade portuária de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, informou o serviço de emergências ucraniano. Em um post online, o órgão disse que 18 dos feridos foram retirados dos escombros por equipes de resgate que continuam trabalhando no local. Uma imagem mostrava um grande buraco na lateral do prédio. Testemunhas da Reuters viram a destruição à distância e ambulâncias e carros de bombeiros indo para o local. A área foi isolada pelas autoridades ucranianas.
Imagem mostra buraco aberto por foguete russo em sede do governo de Mykolaiv, no sul da Ucrânia. / Reprodução Reuters

Biden e aliados europeus afirmam “determinação de continuar pressionando a Rússia”

Os presidentes dos Estados UnidosFrançaAlemanhaItália e o primeiro-ministro do Reino Unido “afirmaram sua determinação em continuar aumentando os custos contra a Rússia por seus ataques brutais na Ucrânia”, em uma ligação na manhã desta terça-feira (29), de acordo com um comunicado da Casa Branca. Os chefes de Estado também concordaram em continuar “fornecendo assistência de segurança para a Ucrânia se defender contra esse ataque injustificado e não provocado”. “Eles revisaram seus esforços para fornecer assistência humanitária aos milhões afetados pela violência, tanto na Ucrânia quanto em busca de refúgio em outros países, e destacaram a necessidade de acesso humanitário aos civis em Mariupol”, diz o texto a Casa Branca.
Bandeiras em frente à sede da Otan, em Bruxelas, na Bélgica / Foto: REUTERS/Pascal Rossignol

Países europeus expulsam diplomatas e oficiais de inteligência russos

Vários países anunciaram que estão expulsando diplomatas russos de seus países. De acordo com o Ministério das Relações Exteriores da Holanda, o país expulsou 17 oficiais de inteligência russos ligados a diplomatas no país. A Bélgica anunciou que está expulsando 21 diplomatas russos que foram identificados como envolvidos em espionagem e “atividades de influência”, disse a ministra das Relações Exteriores da Bélgica, Sophie Wilmes. Ela disse que os diplomatas são da embaixada e consulado russos. A Irlanda e a República Tcheca também expulsaram um total combinado de cinco diplomatas russos. Na República Tcheca, um diplomata russo na embaixada em Praga foi declarado “persona non grata”, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, acrescentando que, juntamente com seus aliados, eles estão “reduzindo a presença da inteligência russa na União Europeia“.
Vista do Kremlin em Moscou / Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

General dos EUA diz que inteligência pode ter falhado em “superestimar” forças russas

O principal general dos Estados Unidos na Europa disse nesta terça-feira (29) que “pode ​​haver” uma lacuna na coleta de inteligência dos EUA que fez com que o governo americano superestimasse a capacidade da Rússia e subestimassem as habilidades defensivas da Ucrânia antes da invasão russa ao país. Quando a Rússia lançou sua invasão da Ucrânia no mês passado, a inteligência dos EUA avaliou que o ataque em todo o país poderia levar Kiev a cair nas mãos dos russos em poucos dias. No entanto, as forças armadas da Rússia ficaram atoladas na capital quando a guerra entrou em seu segundo mês, prejudicadas por problemas com suprimentos e logística, juntamente com uma inesperada forte resistência dos combatentes ucranianos. Testemunhando em uma audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado americano nesta terça, o chefe do Comando Europeu dos EUA, general Tod Wolters, foi questionado pelo senador Roger Wicker, um republicano do estado do Mississippi, se havia uma lacuna de inteligência que levou os EUA a superestimar a força da Rússia e subestimar as defesas ucranianas. “Pode haver”, respondeu Wolters. “Como sempre fizemos no passado, quando esta crise terminar, realizaremos uma revisão abrangente após a ação em todos os domínios e em todos os departamentos e descobriremos onde estavam nossas áreas fracas e garantiremos que podemos encontrar maneiras de melhorar, e esta pode ser uma dessas áreas.”
Tod Wolters, chefe do Comando Europeu dos EUA, admitiu ao Senado americano que relatórios da inteligência podem ter falhado por subestimarem resistência ucraniana e superestimado forças da Rússia / Foto: Win McNamee/Getty Images

Qualquer status de neutralidade precisará de aprovação dos ucranianos, diz conselheiro

Após mais uma rodada de negociações sobre a guerra no Leste Europeu, Mykhaylo Podoliak, assessor do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ucranianos serão convocados para um referendo para aprovar qualquer acordo sobre o status de neutralidade e garantias de segurança. “Será um referendo no qual todos os cidadãos da Ucrânia expressarão sua posição sobre esta decisão, sobre como ela deve funcionar”, falou à televisão ucraniana. Somente após a aprovação popular é que o texto de um possível acordo será ratificado pelos Parlamentos dos países garantidores da paz e pelo Parlamento da Ucrânia, acrescentou.
Delegações russa e ucraniana se encontram em Istambul, na Turquia, para mais uma rodada de negociações sobre a guerra na Ucrânia / Presidência da Turquia/Murat Cetinmuhurdar/Anadolu Agency via Getty Images)

Tropas russas cometem “crime contra a humanidade” em Mariupol, diz Zelensky

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou as ações da Rússia na cidade de Mariupol como “crime contra a humanidade” nesta terça-feira (29), enquanto discursava para o parlamento dinamarquês por uma chamada de vídeo. “A cidade de Mariupol está bloqueada pelo exército russo e mais de 100 mil pessoas continuam lá. Elas têm que derreter neve para obter água, não há condições de entregar ajuda humanitária — tudo é bloqueado. Mais de 90% dos edifícios foram destruídos”, disse. “O que as tropas russas estão fazendo em Mariupol é um crime contra a humanidade”. As declarações do presidente ocorreram no mesmo momento em que uma nova rodada de negociações com delegações de ambos países ocorria na Turquia.

Corredores humanitários reabrem no sudeste da Ucrânia após um dia de pausa

Corredores de evacuação que ligam Mariupol, Melitopol e Enerhodar com Zaporizhzhia foram acordados na terça-feira (29), de acordo com a vice-primeira-ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk. Moradores das três cidades devem conseguir chegar a Zaporizhzhia, que permanece em mãos ucranianas e se tornou o principal ponto de trânsito para pessoas que procuram escapar dos combates no sudeste. Mas a logística em torno de Mariupol continua complicada, com os ônibus incapazes de chegar à cidade sitiada para retirar os moradores. Em vez disso, as pessoas devem seguir seu próprio caminho até Berdyansk, onde podem pegar ônibus para completar a jornada. Cerca de 75 mil pessoas foram evacuadas de Mariupol para Zaporizhzhia, disse Vereshchuk.
Milhares de pessoas aproveitaram os corredores humanitários criados por tropas russas e ucranianas para deixar a cidade de Kiev
Milhares de pessoas aproveitaram os corredores humanitários criados por tropas russas e ucranianas para deixar a cidade de Kiev / Reprodução/CNN Brasil (9.mar.2022)

Posição da China serviu de apoio à Rússia na Ucrânia, diz parlamentar da UE

Um importante legislador da União Europeia disse nesta terça-feira (29) que “como consequência de sua posição principal, a China deu apoio político à agressão russa contra a Ucrânia”. “A forma como a China lida com este conflito terá influência no futuro geral da relação entre União Europeia e China”, disse Reinhard Butikofer, chefe da delegação do Parlamento Europeu para as relações com a China. Falando a jornalistas antes de uma cúpula de alto nível entre a UE e a China que acontecerá na próxima sexta-feira (1), Butikofer disse: “o véu está surrado e não engana ninguém”. A Europa espera que os chineses se abstenham de apoiar ainda mais a Rússia.
Parlamento europeu após discurso do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky / Foto: EBS+/Reuters

Chefe da agência nuclear da ONU está na Ucrânia para negociações sobre segurança de usinas

O chefe da agência de vigilância nuclear da Organização das Nações Unidas (ONU), Rafael Mariano Grossi, está na Ucrânia para negociações urgentes com o governo ucraniano sobre a segurança das instalações das usinas nucleares do país. Em um comunicado emitido nesta terça-feira (29), a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) disse que as conversas com altos funcionários do governo se concentrarão nos planos da agência de fornecer “assistência técnica urgente para garantir a segurança das instalações nucleares do país e ajudar a evitar o risco de um acidente que possa colocar em risco as pessoas e o meio ambiente.” Grossi postou uma foto sua no Twitter em frente a um veículo oficial da ONU nesta terça afirmando que “acabara de cruzar a fronteira com a Ucrânia para iniciar a missão da AIEA para garantir a segurança das instalações nucleares do país”.
Vista da extinta usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia / 03/04/2021 REUTERS/Gleb Garanich

Vídeo: Zelensky diz que Ucrânia está pronta para negociar neutralidade

Biden nega se retratar sobre comentário contra Putin

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na segunda-feira que não voltou atrás em suas declarações de que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não pode permanecer no poder. O líder americano destacou que as declarações expressaram a sua “indignação moral”, e não uma vontade de mudança de regime. No último sábado (26), durante uma visita à Polônia, Biden disse que Putin não deveria mais permanecer no poder. O presidente americano ainda chamou Putin de “ditador” e atacou o presidente russo pela operação do Kremlin que levou à Guerra na Ucrânia. “Não estou voltando atrás em nada”, disse Biden durante pronunciamento na Casa Branca, enfatizando que seu comentário não estava expressando uma vontade de mudança de política, mas sim uma opinião com base em suas emoções do dia. “Eu estava expressando a indignação moral que senti em relação à maneira como Putin está lidando e as ações desse homem”. Em resposta, o Kremlin disse estar preocupado com os comentários do presidente dos EUA, disse o porta-voz Dmitry Peskov na segunda-feira. “Essas declarações certamente estão causando preocupação”, disse Peskov na segunda em uma teleconferência com jornalistas quando questionado sobre os comentários de Biden.

À margem de conversas oficiais, negociadores sofreram descamação e dores nos olhos

Uma fonte próxima à equipe de negociação ucraniana disse ao correspondente internacional sênior da CNN, Matthew Chance, que houve um incidente “há algumas semanas” durante as negociações Ucrânia-Rússia na Turquia, no qual o bilionário russo Roman Abramovich, juntamente com dois negociadores ucranianos, sofreram pequenas descamações na pele e dores nos olhos, a fonte acrescentando que o incidente não foi considerado grave. A agência de notícias Reuters na segunda-feira (28), citando uma autoridade não identificada dos Estados Unidos, disse que a inteligência sugere que Abramovich e os negociadores de paz ucranianos ficaram doentes devido a um fator ambiental, não envenenamento. “A inteligência sugere que isso foi ambiental”, acrescentando: “não envenenamento”, disse o funcionário à Reuters. O Kremlin rejeitou na terça-feira (29) relatos de que o bilionário russo havia sido envenenado, dizendo que eram falsos e parte de uma “guerra de informação”.
Bandeiras da Ucrânia e da Rússia vistas por meio de vidro quebrado em foto de ilustração / 01/03/2022 REUTERS/Dado Ruvic

Pelo menos 1.151 civis morreram por causa da guerra na Ucrânia

Segundo o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, entre 24 de fevereiro e 27 de março, pelo menos 1.151 civis morreram em decorrência da invasão russa, incluindo 103 crianças. Além destes, pelos menos 1.824 pessoas ficaram feridas, sendo 133 crianças.

ONU ainda anunciou que conseguiu, junto aos seus parceiros, entregar rações alimentares, suprimentos médicos e utensílios domésticos para Kharkiv, na Ucrânia, conforme um comunicado de Osnat Lubrani, coordenador humanitário da ONU na Ucrânia.

Os suprimentos foram fornecidos pelo Programa Mundial de Alimentos (PAM), Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Agência das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

Veja coletânea de imagens da invasão da Ucrânia: