Tropas russas se reagrupam na Ucrânia; ataques continuam apesar de promessa
Autoridades ucranianas e entidades ocidentais afirmaram nesta quinta-feira (31) que as tropas russas estão se reposicionando dentro da Ucrânia, especialmente na região do Donbass – onde ficam as províncias separatistas de Luhanks e Donetsk, reconhecidas c
PEDRO RIBEIRO/DA EDITORIA/COM CNN31/03/2022
Autoridades ucranianas e entidades ocidentais afirmaram nesta quinta-feira (31) que as tropas russas estão se reposicionando dentro da Ucrânia, especialmente na região do Donbass – onde ficam as províncias separatistas de Luhanks e Donetsk, reconhecidas como independentes pelo Kremlin.
“De acordo com nossa inteligência, as unidades russas não estão se retirando, mas se reposicionando. A Rússia está tentando se reagrupar, reabastecer e reforçar sua ofensiva na região de Donbass”, disse Jens Stoltenberg, secretário-geral da Otan, a repórteres em Bruxelas nesta quinta-feira (31).
Um movimento de equipamentos militares russos em direção a Belarus foi observado “provavelmente para reagrupar unidades, bem como para criar uma reserva e repor as perdas humanas, armas e equipamentos de grupos que operam na Ucrânia”, diz um comunicado do Estado-Maior ucraniano desta quinta.
A Rússia havia afirmado anteriormente que havia concluído o que nomeou de “1ª fase” da guerra, declarando que seus esforços seriam, de fato, voltados para o leste ucraniano a partir de então.
O “redirecionamento” russo também implicou na mudança de alvos militares nesta quinta. Apesar do Kremlin ter prometido reduzir os ataques na Ucrânia, bombardeios voltaram a ser registrados no leste do país.
“Nós sentimos claramente que a transferência de tecnologia [militar] em nossa direção está começando agora”, disse Serhiy Haidai, chefe da administração militar da região de Luhansk, em entrevista a uma TV local.
Ataques também foram registrados, na quarta-feira, na cidade nortista de Chernihiv, segundo afirmou o prefeito local Vladyslav Atroshenko. Uma equipe da CNN que está trabalhando perto do subúrbio de Irpin ouviu constantes bombardeios na região.
Vídeo: Ataques russos não diminuíram após negociações, diz Ucrânia
Vários sistemas de lançamento de foguetes também foram ouvidos perto do último posto de controle entre Kiev e Irpin, assim como disparos esporádicos de armas pequenas.
Também na quarta, novas imagens de satélite foram divulgadas de Mariupol, uma das mais atingidas pelo conflito. O depósito da Cruz Vermelha, que fica no centro da cidade, teria sido afetado por pelo menos dois ataques.
Depósito Cruz Vermelha atingido na cidade Mariupol / Maxar Technologies
Destaques das últimas 24 horas
Ucrânia e entidades ocidentais avaliam “reagrupamento” russo na Ucrânia
Nova rodada de negociações acontece na sexta-feira (1º)
O que é o Donbass e por que é tão importante no conflito atual
Tal como em 2014, a região do Donbass volta a estar no centro do conflito militar e geopolítico entre Rússia e Ucrânia.
Naquela época, rebeldes apoiados pela Rússia tomaram prédios governamentais em vilas e cidades do leste da Ucrânia. Intensos combates deixaram partes de Luhansk e Donetsk, na região de Donbass, nas mãos de separatistas apoiados pela Rússia. A Rússia também anexou a Crimeia da Ucrânia em 2014, em um movimento que provocou condenação global.
Tropas de uniformes sem insígnias são vistas ao lado de um veículo blindado com o símbolo “Z” pintado de lado, na aldeia separatista de Bugas, na região de Donetsk, na Ucrânia / Aleksander Ermochenko/Reuters
As áreas controladas pelos separatistas em Donbass ficaram conhecidas como Luhansk e República Popular de Donetsk, mas o governo ucraniano em Kiev afirma que as duas regiões estão, na verdade, ocupadas pelos russos. As repúblicas autodeclaradas não são reconhecidas por nenhum governo, exceto a Rússia e seu aliado próximo, a Síria.
Putin há muito acusa a Ucrânia de violar os direitos de russos étnicos e falantes de russo na Ucrânia, e nas semanas anteriores à invasão ele alegou que um “genocídio” estava sendo cometido em Donbass.
Putin assina decreto para “países hostis” pagarem gás em rublos a partir do dia 1º
O presidente russo, Vladimir Putin, disse na quinta-feira (31) que, de acordo com um decreto recém-assinado sobre o comércio de gás natural com “países hostis”, as empresas precisarão ter contas em bancos russos e pagar os contratos em rublos.
“Hoje, assinei um decreto que estabelece as regras para o comércio de gás natural russo com os chamados estados hostis. Sugerimos que as contrapartes nesses países adotem um esquema muito simples e transparente para comprar gás russo: abram contas em rublos em bancos russos, e os pagamentos devem vir dessas contas”, disse Putin.
As novas regras entram em vigor nesta sexta-feira, 1º de abril.
“Se esses pagamentos não forem efetuados, consideraremos isso como inadimplência por parte dos compradores e isso acarretará consequências. Ninguém nos dá nada de graça e não vamos ser caridosos”, disse Putin, acrescentando que os contratos ativos serão suspensos em caso de não pagamento.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin / 25/03/2022 Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS
Ônibus a caminho de Mariupol são retidos em posto de controle russo, diz Ucrânia
Uma autoridade ucraniana disse na quinta-feira (31) que um comboio de ônibus a caminho da cidade ucraniana sitiada de Mariupol foi retido em um posto de controle russo em Vasylivka, uma cidade entre a cidade de Zaporizhzhia, controlada pela Ucrânia, e a cidade de Berdiansk, controlada pela Rússia.
“Nossa tarefa é abrir um corredor humanitário e ajudar as pessoas a sobreviver, especialmente os civis – mulheres, crianças, idosos”, segundo Iryna Vereshchuk, ministra ucraniana de reintegração de territórios temporariamente ocupados.
“Às 12h30 (horário local), 45 ônibus deixaram Zaporizhzhia para Berdiansk. Neste momento, eles estão no posto de controle de Vasylivka, e a Federação Russa novamente não está deixando nossos ônibus passarem. Novamente, pedimos que toda a comunidade mundial concentre sua atenção e ajude as pessoas a sair de Mariupol ocupada”, disse Vereshchuk.
Fotos — Quarteirões arrasados em Mariupol confirmam forte bombardeio nas últimas semanas
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Quarteirões destruídos na cidade de Mariupol, na Ucrânia, dão dimensão do ataque aéreo russo na região
Crédito: Reprodução/Maxar Technologies
Nova rodada de conversas
A próxima rodada de negociações entre a Ucrânia e a Rússia será retomada de forma remota por videoconferência na sexta-feira, dia 1º de abril. O chefe da delegação ucraniana, David Arakhamia, confirmou a informação na quarta-feira (30).
Em mensagem publicada em seu canal Telegram, Arakhamia disse que durante as negociações realizadas na Turquia, nesta semana, foi anunciado que chegou a hora de uma reunião entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o presidente russo, Vladimir Putin.
No entanto, os negociadores da Rússia disseram que é necessário que um projeto de acordo com aprovação mais forte de ambos os lados aconteça primeiro, segundo Arakhamia.
A mais recente rodada de negociações feita entre Rússia e Ucrânia, realizada na última terça-feira (29) em Istambul, cidade da Turquia, chegou ao fim sem acordos firmados, mas com novas informações sobre as exigências de ambos os lados para encaminharem as conversas adiante — como a neutralidade ucraniana.
Biden diz que os EUA fornecerão US$ 500 milhões à Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, conversou por telefone nesta quarta-feira com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky por cerca de uma hora, segundo a Casa Branca.
Zelensky publicou após a ligação que eles “compartilharam a avaliação da situação no campo de batalha e na mesa de negociações, falaram sobre apoio defensivo específico, um novo pacote de sanções reforçadas, ajuda macrofinanceira e humanitária”.
Em um comunicado, a Casa Branca informou que Biden disse ao presidente ucraniano que os EUA “pretendem fornecer ao governo da Ucrânia US$ 500 milhões em ajuda orçamentária direta” na ligação. A ajuda orçamental terá como objetivo ajudar a pagar os salários, entre outras coisas, de acordo com um funcionário do governo americano.
Biden em ligação telefônica no Salão Oval da Casa Branca / Foto: Getty Images
Putin mal informado?
O governo dos Estados Unidos está “confiante” na avaliação de que o presidente russo, Vladimir Putin, foi mal informado por seus assessores sobre o desempenho de seus militares na Ucrânia, de acordo com um alto funcionário do Departamento de Estado americano.
“Putin parece ter pensado que poderia entrar na Ucrânia, que suas forças não encontrariam resistência, que seriam recebidas calorosamente, que ele seria capaz de tomar Kiev em questão de 48 a 72 horas”, disse o funcionário.
Presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou / 30/03/2022 Sputnik/Mikhail Klimentyev/Kremlin via REUTERS
Chegada de novos carregamentos de armas à Ucrânia
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos disse que os seis primeiros –de “cerca de 30 ou mais”– carregamentos totais da última rodada de assistência de segurança dos EUA para a Ucrânia foram transferidos para a região.
“O material está chegando à região todos os dias, inclusive nas últimas 24 horas”, disse o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby.
O secretário disse que os EUA estão priorizando “os tipos de material que sabemos que os ucranianos mais precisam”, incluindo sistemas anti-blindagem e antiaéreos, e que os drones Switchblade prometidos à Ucrânia começarão a ser enviados “relativamente em breve”.
Um soldado ucraniano segura o FGM-148 Javelin, um míssil antitanque portátil de fabricação americana em um posto de controle perto da cidade ucraniana de Kharkiv / Foto: Sergey Bobok/AFP/Getty Images
Repórter da CNN Brasil volta ao país e relata cobertura da guerra
Após acompanhar mais de um mês de guerra na Ucrânia diretamente do Leste Europeu, o repórter da CNNBrasil Mathias Brotero retornou ao país e relata os dias que viveu em meio aos confrontos.
O correspondente estava em Kiev no dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou o que ele chama de “operação militar especial” no território ucraniano. “A gente sabia que isso poderia acontecer, mas ninguém imaginava que poderia chegar a Kiev tão cedo”, disse Brotero.
Relembrando a experiência, o repórter destaca a imprevisibilidade da cobertura de um confronto armado. “As coisas vão acontecendo, a gente vai lidando com mudanças no dia a dia, constantemente. Inclusive, falando de sirenes, por exemplo. As sirenes tocam, a gente está no meio de uma pauta, a gente tem que correr para algum abrigo.”
Soldados russos estariam abalados e descumprindo ordens
O chefe da agência de espionagem britânica Government Communications Headquarters (GCHQ) afirmou que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, avaliou mal a situação na Ucrânia e que alguns soldados russos estão se recusando a cumprir ordens.
Falando durante uma viagem a Canberra, na Universidade Nacional Australiana, Sir Jeremy Fleming, diretor do GCHQ do Reino Unido, disse: “cada vez mais parece que Putin julgou mal a situação. Está claro que ele julgou mal a resistência do povo ucraniano”. Fleming considerou que Putin superestimou as habilidades dos militares russos para garantir uma vitória rápida.
“Vimos soldados russos — com falta de armas e moral abalada — se recusando a cumprir ordens, sabotando seu próprio equipamento e até derrubando acidentalmente sua própria aeronave”, disse ele sem especificar quando ou onde isso ocorreu.
Tanques russos em Mariupol, na Ucrânia / Foto: Carlos Barria/Reuters
Ataques a serviços de saúde na Ucrânia
De acordo com o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Adhanom, houve mais de 80 ataques a serviços de saúde na Ucrânia desde a invasão russa.
“Estamos indignados com a continuidade dos ataques aos serviços de saúde. Desde o início da invasão da Federação Russa, houve 82 ataques aos serviços de saúde, resultando em pelo menos 72 mortes e 43 feridos, incluindo pacientes e profissionais de saúde”, disse. O diretor da OMS ainda reforçou que “os ataques aos cuidados de saúde são uma violação do direito internacional humanitário e devem parar imediatamente”.
Hospital destruído por bombardeio russo em Mariupol / Foto: Reuters
Kremlin diz que não houve avanços em negociação
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na quarta-feira que não houve avanços após uma rodada de negociações presenciais Rússia-Ucrânia em Istambul, mas saudou as exigências por escrito da Ucrânia.
“É positivo que o lado ucraniano tenha pelo menos começado a formular concretamente e colocar no papel o que propõe”, disse Peskov a repórteres em uma teleconferência regular. “Quanto ao resto, ainda não podemos afirmar nada promissor, nenhum avanço. Muito trabalho pela frente”, acrescentou.
Peskov continuou dizendo que o chefe da delegação russa, Vladimir Medinsky, deve dar uma atualização ainda nesta quarta-feira sobre os resultados das negociações bilaterais realizadas em Istambul na terça-feira.
Delegações russa e ucraniana se encontram em Istambul, na Turquia, para mais uma rodada de negociações sobre a guerra na Ucrânia / Presidência da Turquia/Murat Cetinmuhurdar/Anadolu Agency via Getty Images)
ONU diz que ataques da Rússia podem ser crimes de guerra
Os ataques indiscriminados da Rússia são proibidos pelo direito internacional humanitário e “podem constituir crimes de guerra”, disse a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, ao Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra na quarta-feira (30).
Bachelet disse que seus investigadores estão investigando 24 casos em que munições de fragmentação foram usadas pela Rússia. Hospitais, abastecimento de água e prédios administrativos foram atingidos por mísseis ou bombardeios, informou ela.
“A destruição massiva de bens civis e o alto número de vítimas civis indicam fortemente que os princípios fundamentais de distinção, proporcionalidade e precaução não foram suficientemente respeitados”, disse Bachelet.
Tanque de guerra russo destruído na Ucrânia / Foto: Maximilian Clarke/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Alemanha emite alerta preliminar para escassez de gás
A Alemanha emitiu um “aviso antecipado” de possível escassez de gás natural depois que a Rússia disse que queria ser paga em rublos e ameaçou cortar o fornecimento se sua demanda não fosse atendida.
Falando em uma entrevista coletiva em Berlim nesta quarta, o ministro da Economia alemão, Robert Habeck, disse que o estágio de alerta é de natureza preventiva e significaria um maior monitoramento do fornecimento de gás.
Desencadeando o primeiro de três níveis de crise, o anúncio desta quarta-feira ainda não prevê restrições de fornecimento do governo.
Habeck pediu às empresas e consumidores que usem o gás com moderação. O armazenamento de gás alemão está atualmente cheio até 25% da capacidade, de acordo com Habeck.
Veja imagens da guerra na Ucrânia
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Invasão começou na quinta-feira, 24 de fevereiro, com bombardeios em diversas cidades da Ucrânia. Na imagem, uma explosão ocorre na capital Kiev
Crédito: Gabinete do Presidente da Ucrânia
Qual é o tamanho dos exércitos da Rússia e Ucrânia?
A realidade é que há uma grande diferença entre o exército ucraniano e o exército russo. “Este não é o mesmo exército russo que estava em ruínas logo após a Guerra Fria“, diz o analista Jeffrey Edmonds, do Conselho de Segurança Nacional dos EUA.
“É um exército muito móvel, bastante moderno e bem treinado, com uma força aérea muito saudável, grandes forças terrestres, muito controle de artilharia, navios pequenos com muita capacidade para missões de ataque ao solo”. Veja comparação abaixo:
ORÇAMENTO MILITAR DE 2021
Ucrânia: U$ 4,1 bilhões
Rússia: US$ 45,3 bilhões
TROPAS ATIVAS
Ucrânia: 219 mil soldados
Rússia: 840 mil soldados
AERONAVES DE COMBATE
Ucrânia: 170
Rússia: 1.212
HELICÓPTEROS DE ATAQUE
Ucrânia: 170
Rússia: 997
TANQUES DE GUERRA
Ucrânia: 1.302
Rússia: 3.601
ARMAMENTO ANTIAÉREO
Ucrânia: 2.555
Rússia: 5.613
Resumo para entender o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer do dia 24 de fevereiro, as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.
O presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbass (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
O que se viu nos dias a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.
No dia da invasão, Putin se justificou por uma declaração gravada exibida na TV. O russo afirmou haver um “genocídio” em curso no leste ucraniano, promovido por tropas “neonazistas” do país contra russos étnicos e separatistas da região.
O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira. O Ocidente, no entanto, aplicou sanções financeiras pesadas aos russos.Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev / 24/02/2022 Serviço de Emergência da Ucrânia/Divulgação via REUTERS
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
A Rússia afirmou que só irá parar com os ataques se suas “condições” forem aceitas pela Ucrânia. Na lista, estão uma mudança da Constituição do país para resguardar neutralidade em relação à adesão em blocos, além do reconhecimento da Crimeia como território russo e das repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes.
A Ucrânia recebeu uma grande onda de apoio internacional de países tanto no âmbito militar — com diversas nações ocidentais enviando armamentos, drones, sistemas de defesa contra ciberataques e outros — quanto no repúdio de instituições globais e de grande parte do setor privado aos ataques.
Com a Rússia, um dos principais pontos discutidos é uma garantia de segurança por parte do país vizinho, já que esta não foi a primeira vez que a Ucrânia teve o território invadido e cobiçado. O presidente ucraniano chegou a propor até a criação de uma nova aliança internacional visando assegurar a paz em territórios invadidos.
O conflito mudou cenário geopolítico e é maior crise humanitária em anos na Europa. Confira os dez pontos definitivos para entender a guerra.